terça-feira, 6 de outubro de 2015

Relatório Figueiredo: crimes contra os povos indígenas continuam 50 anos depois.


Discutir o Relatório Figueiredo ou o relatório da CNV é colocar em pauta a necessidade de efetivar as recomendações encaminhadas pela Comissão Nacional da Verdade ao Estado brasileiro, de afirmar políticas de não repetição e de reparação coletiva”, afirma a pesquisadora. Ler mais...

Comentário. (jgh)

Paralelamente, eu gostaria de acrescentar: no Brasil se faz necessário mudar comportamento quanto à pratica de se conduzir as políticas. Eu tenho certeza de que é relevante a preocupação em se manter os povos indígenas, bem como os seus costumes. Infelizmente, o futuro dos índios será igualzinho ao das florestas.

Índios e florestas são frágeis diante do avassalador poder econômico. Em sã consciência, como acreditar que alguém irá priorizar índios e seus costumes diante de uma imensidão de terras cobertas por florestas, e aquecidas e fertilizadas por grossa camada de serapilheira?

Eu compararia o futuro dos índios, ao futuro de milhões de brancos e negros sem carteira assinada. Exemplo: vocês conseguem imaginar quantos trabalhadores da área da construção civil trabalham sem carteira assinada? Entre esses temos: pedreiros, serventes, pintores, encanadores, eletricistas etc.

Numa cidade ocorrem centenas ou milhares de pequenas reformas, essas, nunca recebem a visita dos fiscais do trabalho. Por que não recebem? Por que não existe contingente suficiente para atender a demanda? Se procedente a dúvida, o Ministério do Trabalho não deveria abrir concurso? 

Nesse ponto surge interrogação, qual seja: se o contingente de fiscais fosse suficiente para atender a demanda, automaticamente, aumentariam as carteiras assinadas, assim como as aposentadorias. Nesse ponto, minha mente alcança a preocupação do governo com a Previdência Social, vez ou outra noticiam déficit de bilhões.

Cá entre nós, e sem maldade, de repente, preferível que não hajam tantas carteiras assinadas. Justifico: se o direito dos trabalhadores estivesse sendo respeitado, possivelmente, a grande maioria estaria com carteira assinada. Concordam?

Consequência: no Brasil existem uma multidão de tiozinhos que, sem carteira assinada buscam na coleta dos descartáveis a subsistência. E mais, muitos desses trabalharam no campo, e agora, vivem buscando testemunhas, com a esperança de se aposentarem mesmo sem terem contribuído com a previdência social.

Norma atual: se não contribuiu, não aposenta. Amigos, esses tiozinhos não são culpados de nunca terem portado uma carteira de trabalho. Eles, na verdade ficaram a margem do direito, pois, ao longo da vida, jamais tiveram o privilégio da supervisão da autoridade.

Considerando a escola da política brasileira, eu presumo que flora, fauna silvestre e ictiológica serão dizimadas. E de carona, os índios e parte dos trabalhadores brancos e negros, esses descartados do direito de terem acesso ao próprio direito.
Por fim, a vida segue com enormes “stratus nimbus”, esses observados por olhos e corações cheios da esperança de que não se dissipem e que possa chover qualidade de vida.

Em tempo: adendos com relação as demandas políticas.


Adendo I - com relação as demandas, isso também ocorre na área de Segurança Pública, onde os governadores deveriam aumentar contingentes. Ressalte-se, o existente não atende a demanda da prevenção, consequentemente, temos apenas a repressão.

Adendo II - e como fica a demanda da saúde, quando testemunhamos pessoas numa fila de espera de 1 ou até 2 anos para exames e ou cirurgias? Como fica o emocional de alguém com diagnóstico de câncer? Ora, ora, por mais fé que tenha em DEUS, provavelmente, venha a morrer em decorrência de forte depressão. A fé em DEUS terá sido em vão?

Adendo III - como fica a demanda por uma educação de qualidade ou a quanto tempo esperaremos por upgrade? Infelizmente, muito comum ouvir, alunos do 3º ano do Ensino Fundamental ainda não sabem ler e escrever.

Adendo IV - como fica a demanda da fluidez do trânsito? Ora, o governo incentiva a aquisição de veículos automotores, e não se dá conta de que as vias de escoamento são as mesmas há muito. Por conseguinte, haverá estresse e os motoristas com pressa provocam acidentes. Solução apresentada: radares fixos e móveis, velocidades com limites reduzidos e arrecadação estratosférica.

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