segunda-feira, 8 de junho de 2015

Coisas da política brasileira


I - A sociedade vive com a sensação de total insegurança, e decorrente dela empreendem na segurança privada. Eu desconfio que é isso mesmo que os governos querem, ou seja, quanto mais segurança privada, menos custo com segurança pública.

II - Muitos indivíduos que são flagrados em ilicitudes tem extensa ficha criminal e por conta dela deveriam estar reclusos a muito tempo. Por que estavam livres? Eu desconfio que os governos não querem gastar com presídios ou com escolas de ressocialização.

III - Muitos cidadãos sofrem prejuízos, em face do não atendimento de um direito por parte do estado, por conseguinte, impetram ação na justiça. Depois de vencer a lide ficam na expectativa do precatório. Esse leva dezenas de anos para ser executado.

Muitas das vezes, aquele a ser beneficiado, morre sem saber o privilégio do direito atendido. Eu desconfio que o não atendimento de um direito pode ocorrer propositadamente, haja vista as milhares de ações com o mesmo fundamento.

IV - Todos sabem que na educação pública predomina a ausência de qualidade, no entanto, paralelamente, a melhor educação predomina na rede privada. Ao meu ver os governos conduzem para que a maioria dos estudantes se transfira para a educação privada e independe se esta também venha baixar a eficácia.

V - Ao longo do tempo pessoas com menor poder aquisitivo engrossam as filas nas UPA's e PS's, onde o sofrimento é incomensurável. Eu ousaria acreditar que os governos desejam que a maioria do povo adquiram planos de saúde.

Ressalte-se, o que me reforça a crença, por exemplo, foi o aumento das mensalidades autorizado pela ANS. Ora, o Brasil passa por momentos difíceis e a continuar assim, o valor da mensalidade ultrapassará o salário do pobre. O governo quer reduzir o custo com a saúde pública?

VI - Nessa segunda semana de junho, o governo fará concessões para a iniciativa privada, por exemplo, rodovias, ferrovias, portos etc. Convenhamos é admissível, pois nos últimos 12 anos, o governo não conseguiu empreender na infraestrutura. Todavia, uma pergunta que não quer calar: se não empreendeu, onde está o dinheiro?

VII - A maioria das usinas geradoras de energia são hidroelétricas, e notadamente, se encontram instaladas nos mais importantes rios do país. Desta feita, compreendamos, essas unidades geradoras utilizam de um bem comum, qual seja a água. Além disso inundaram todas as matas ciliares e trouxeram imensuráveis prejuízos a flora, fauna silvestre e ictiológica.

E mais pelo que se vê e já num estágio de longo prazo, a recuperação das matas ciliares ocorre num passo lento. E o pior, a ausência de chuvas provoca crise d'água no abastecimento público. Incrível, por causa da crise os governos aumentam o valor da tarifa e como solução publicitam transpor água de mananciais distantes.

Por último, o povo vai gastar mais com a conta de água e de luz e em nenhum momento se testemunha projetos de revitalização das matas ciliares dos grandes lagos, bem como dos seus tributários.

Em tempo: os grandes lagos e seus tributários terão redução da media de vida, em face dos assoreamentos. Obs.: por que os governos não conseguem gerenciar para as futuras gerações?

VIII - O agronegócio vai muito bem obrigado, à custa da supressão das florestas. Sim, isso mesmo, vez que alteraram o Código Florestal Brasileiro e justificaram: o antigo se encontrava ultrapassado. Ora, ora, quando da elaboração do Código antigo, o estudo previa qualidade de vida para as futuras gerações.

No presente, nós fomos beneficiados por aqueles que nos antecederam e sabiam da premente necessidade de preservar as florestas, rios, solo, fauna, flora etc. A alteração do Código está na contramão da consciência e da preservação da vida. Simplesmente, irracional.

IX - Nos últimos tempos, os governos ludibriaram a crise econômica com a redução do IPI no comércio de veículos automotores e da linha branca - eletro eletrônicos. No meu sentir essa redução de IPI é comparável àquelas promoções feitas nas lojas, ou seja, o percentual do desconto está embutido no preço, logo quem vende, não sofre prejuízos. Mas e o povo?

A parte do povo embarca na ilusão e compra tudo em prestação, a perder de vista e achando que o governo foi bom. Pois bem, passados seis meses ou ano, muitos estão inadimplentes, e o bem adquirido vai a leilão.

Conclusão, a indústria não sofreu prejuízos e nem mesmo as seguradoras, mas quem sofreu, foram sim os cidadãos, aqueles que acreditaram na enganosa promoção. Infelizmente, a lei da ação e reação é verdadeira, hoje, os pátios das indústrias estão abarrotados, vez que o povo não mais consegue atender a demanda da linha de produção.

X - Não sei se os leitores teriam a mesma opinião. Eu acho que o Brasil está sendo administrado como se um banco fosse. Senão, vejamos. O povo deposita bilhões de reais na caderneta de poupança, essa renderá a bagatela de 05% ao mês. Bem, esses bilhões da poupança permite o reinvestimento que propiciará lucros altíssimos.

Paralelamente, o céu é o limite quando se trata dos juros do cartão de crédito ou do cheque especial. Mais ou menos assim: se "A" não pagar o que pegou emprestado "B" pagará um "quantun" que vale pelos dois, assim, ganham os bancos, bem como os governos. Notadamente, pois fica a impressão de que se trata de uma louvável ou gloriosa parceria.

Desculpem amigos, mas foi o que pensei nesse dia 08 de junho de 2015. Forte abraço a todos.

Nenhum comentário: