segunda-feira, 28 de julho de 2014

Cientistas afirmam que matéria orgânica primordial, que gerou vida há 3,5 bilhões de anos, ainda está ativa em nossas células

Uma pesquisa publicada no Journal of Biological Chemistry, realizada pelos cientistas da Universidade de East Anglia (UEA), no Reino Unido, revela que partes da “sopa primordial” - constituição de matéria orgânica que teria dado origem à vida há bilhões de anos -, foram mantidas em nossas células até os dias de hoje.

A pesquisa revela como as células em plantas, fungos e provavelmente em animais, ainda são capazes de realizar algumas funções.

A teoria da ‘sopa primordial’, desenvolvida pelo bioquímico russo Aleksander Oparin, por volta de 1920, foi o resultado de um estudo aprofundado sobre a origem da vida. Ela sugere que a vida começou em um lago ou no mar, como resultado da combinação de metais, gases da atmosfera e algum tipo de energia, como um relâmpago, para fazer os blocos de construção das proteínas, que passaria a evoluir para todas as espécies.

A nova pesquisa mostra como pequenas organelas de uma célula - conhecidas como mitocôndrias - continuam a realizar reações semelhantes em nossos corpos até hoje. Essas reações envolvem ferro, enxofre e eletro-química, sendo ainda importantes para funções como a respiração em animais e fotossíntese em plantas.

As células confinam algumas poucas químicas perigosas em compartimentos específicos”, disse Janneke Balk, pesquisador chefe dessa pesquisa, da escola de ciências biológicas da UEA e do John Innes Centre (JIC).

Por exemplo, pequenos bolsões de uma célula chamada mitocôndria lidam com eletroquímica e também com o metabolismo de enxofre tóxico. Essas são reações muito antigas que estão relacionadas à origem da vida”, explicou Balk.

"Nossa pesquisa mostrou que um composto de enxofre tóxico está sendo exportado por uma proteína de transporte mitocondrial para outras partes da célula. O trabalho mostra que as partes da sopa primordial, onde a vida surgiu, foram mantidas em nossas células até hoje, de fato aproveitadas para manter reações biológicas importantes”, concluiu o pesquisador.

A pesquisa, financiada pelo Conselho de Pesquisa de Biotecnologia e Ciências Biológicas (BBSRC), foi realizada na UEA e JIC em colaboração com o Dr. Hendrik van Veen na Universidade de Cambridge.

Fonte: DailyMail Foto: Reprodução / ucl.ac.uk <> Jornal da Ciência

Comentário: A ciência bate de frente com a religião, no contexto vai por água abaixo a teoria de Adão e Eva.

Grifos Nossos

Nenhum comentário: