segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Um Rio de Lavas

Visão do Rio São Domingos, bastante escurecido, na área urbana do município de Catanduva/SP, com os policiais em trabalho de manutenção da rede coletora dos peixes mortos...— em Santa Adélia, e Catanduva.
Um rio de lavas.
Sim, parecia um rio de lavas que escoava pelas ruas de Santa Adélia e de lá alcançava as águas do Rio São Domingos. Na verdade, não se tratava de lavas, mas sim de melaço, esse decorrente do derretimento de aproximadamente 30 mil toneladas de açúcar que se encontravam armazenadas num porto seco. O melaço adocicou e retirou o oxigênio das águas do São Domingos e se não bastasse alcançou também as águas do Rio Turvo. O impacto ambiental é imensurável, haja vista o período do defeso, qual seja “fenômeno de reprodução dos peixes”. Resta saber, qual será o comportamento das autoridades ambientais, com relação a aplicação da lei? Eu não tenho dúvidas de que a legislação ambiental será aplicada, no entanto, considerando que aplicar a lei corresponde ao início indagaríamos, como ficarão o meio e o fim? Sim, uma vez que o início, meio e fim significam justiça, ou seja, os responsáveis seriam justamente responsabilizados. Nesse sentido ficamos aguardando as medidas mitigadoras, entre elas sugeriríamos para que, num possível TAC ficasse determinado a revitalização do Rio São Domingos. Por exemplo, que elaborassem projeto de recuperação das matas ciliares e que todas as cidades banhadas pelo rio tivessem 100% de esgoto tratado. Não há duvidas de que os proprietários do açúcar armazenado sofreram enormes prejuízos, esses, óbvio não eram desejados, mas, sinceramente, ao longo do tempo não consideraram a possibilidade de um incêndio? Os prejuízos dos empresários e do meio ambiente alcançam a sociedade como um todo, por isso substancial seria a motivação espontânea para a reparação dos danos. Nós acreditamos que isso será possível. O meio ambiente por inteiro agradeceria. Obs.: assistam ao vídeo.


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