domingo, 7 de abril de 2013

Crianças e o direito de serem crianças.



Quando menino, o governo não obrigava as crianças a irem para escola aos quatro anos de idade, assim, eu, minhas irmãs, meus primos, primas e colegas curtíamos nossa infância. Nos fundos do nosso quintal havia uma árvore enorme e dela estendia um galho na horizontal que permitia fixar um balanço. Na época, nós conhecíamos com balango. Dessa forma, quando reunidos convidávamos uns aos outros, "vamos balangaaar"? Pois bem, ali desfrutávamos das alturas proporcionada por quem impulsionava o balanço, digo, o balango. Quando cansados, o próximo passo seria o ribeirão logo abaixo, mas até chegarmos nele teríamos que caminhar por trilha na capoeira que consistia numa mata ciliar. Obs.: na época, não se falava em meio ambiente, mas ninguém também pensava em destruí-la. Esquecia-me, normalmente, quando das idas até ao ribeirão, essas eram as escondidas, pois os pais eram mais rigorosos, ou seja, as rédeas eram curtas. Hoje, apesar das tecnologias avançadas, eu fico triste, haja vista as crianças estarem perdendo o direito de serem elas mesmas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Acredito que esta tenha sido a vida da maioria das pessoas há alguns anos atrás, mas devemos considerar também que a população aumentou, o mau investimento em transportes, a infraestrutura que nunca é pensada antes. No Brasil, pensa-se: "Depois a gente corrige"! Cidades como São Paulo que atraem as pessoas pela oportunidade de emprego...tudo isso somado a anos de história e veremos que todos dirão: "quando eu era pequeno..." tudo se repete. Mas não há de se negar que as coisas estão piores em muitos sentidos!!