segunda-feira, 4 de junho de 2012

Dia Internacional do Meio Ambiente.


A maioria das cidades brasileiras enfrenta problemas ambientais e o povo sempre elegendo ou reelegendo seus prefeitos e vereadores. As eleições e reeleições ocorrem e são motivadas com montanhas de propostas, na verdade sempre as mesmas. Aliás, está ficando constrangedor. Essas reforçam a esperança de que serão resolvidas as questões de segurança, transporte, saneamento básico (meio ambiente) etc. Ocorre que essas questões não são solucionadas, talvez, por conta da ausência de planejamento e de motivação política. Os especialistas de plantão, óbvio não aceitariam minha reflexão, mas cá entre leigos, vocês acreditariam que algum prefeito de qualquer cidade concordaria em promover a descentralização do desenvolvimento? Você leigo tem ideia do quanto já se gastou ou se está gastando com o Metrô da capital paulista? Não, você não tem ideia, mas eu ressabio que continuarão gastando milhões e milhões de reais, simplesmente, porque são teimosos ou irracionais.
Na descentralização, milhares ou milhões de pessoas seriam transferidas para outras cidades e isso possibilitaria melhor qualidade de vida. Às vezes, eu fico a pensar, porque tudo se concentra nas grandes cidades? Eu também penso, por que o grande empresário da indústria, não interage com prefeitos de pequenas cidades ou vice versa? O caos que se apresenta na cidade de São Paulo e noutras causará prejuízos não apenas aos trabalhadores, mas também aos empresários. Ora, não fiquem esperando melhorias por conta de iniciativas de governos, pois há muito demonstram que não conseguem.
Todos os anos, no dia 05 de junho, líderes políticos, representantes da sociedade organizada, autoridades ambientais e pessoas do povo plantam arvorezinhas nas praças ou na frente dos palácios ou paços. Você percebe mãos sujas de terra, largos sorrisos, discursos de euforia e a ilusão de que estarão envidando esforços na preservação do meio ambiente. Enquanto isso no Congresso, representantes do povo aceleram o rolo compressor com a intenção de que esse role sobre as florestas, inclusive daquelas que protegem os cursos d'água. Eles justificam com imponência de que precisam de terras para alimentar o mundo. Tudo bem, mas qual mundo?
A negociação segue como se fosse nuvem de gafanhotos atacando a lavoura de milho do "Agricultor familiar". Puxa vida, havia me esquecido, a Agricultura Familiar foi relevante bandeira política nas últimas eleições. A bandeira se manteve no topo do mastro até a conclusão das eleições, depois vagarosamente veio abaixo e ao mesmo tempo foi sendo substituída pelo Programa do Bolsa Família. Esse programa é tão ilusório quanto as propostas das campanhas políticas e da preservação dos nossos recursos naturais.
O homem eleitor merece viver bem, por isso imprescindível votar naqueles que apresentem projetos que tenham objetividade, ou seja, o eleitorado precisa notar que há viabilidade na sua aplicação. Ou: se não tem projeto não tem voto. O Brasil é um país rico, mas suas riquezas estão nas mãos de poucos, esses de forma alguma aceitariam descentralizar a melhor qualidade de vida. Concluindo, por conta de um egoísmo sem fim, gerações sucedem gerações sem saber o gostinho do que se chama viver bem. Por quê?

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