quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Estudo do MMA mostra que a ocupação de APPs aumenta mortes em enchentes e deslizamentos

Estudo promovido pelo Ministério do Meio Ambiente mostra que o número de vítimas nas enchentes e deslizamentos ocorridos no início do ano na região serrana do Rio de Janeiro está diretamente relacionado à ocupação irregular de áreas protegidas, como as Áreas de Preservação Permanente (APPs), previstas no Código Florestal.
Segundo dados do Departamento de Defesa Civil do Rio de Janeiro, citados no estudo, a tragédia resultou em 910 mortos e 662 desaparecidos. Foram 426 mortes em Nova Friburgo; 382 em Teresópolis; 74 em Petrópolis; 22 em Sumidouro; duas em São José do Vale do Rio Preto; duas em Santo Antonio de Pádua; e duas em Bom Jardim. As chuvas deixaram 23.315 desalojados (pessoas momentaneamente impedidas de voltar para casa) e 12.768 desabrigados (pessoas que perderam suas casas) em 15 cidades. Continue lendo...
*Matéria de Iara Guimarães Altafin, da Agência Senado, publicada pelo EcoDebate, 31/08/2011
Nossa opinião:
O estudo é de suma importância para a efetiva busca das soluções, mas qualquer cidadão ou cidadã conhecem dos riscos em morar numa APP. Infelizmente, se atentarmos para o retrospecto das inundações veremos que continuarão a ocorrer, ou seja, encostas e casas vão desmoronar e os Bombeiros e a Defesa Civil serão acionados para mais uma missão. Os políticos também estarão lá, as tendas serão armadas, cidades enviarão carretas lotadas de água, alimentos e cobertores, numa verdadeira demonstração de fraternidade. Obs.: ontem 30ago11, reportagem focava recursos para a saúde quando alguém do governo disse: a alternativa seria aumentar os impostos sobre os carros, por exemplo o DPVAT. Ora, todos sabem que nos últimos anos, o governo do Brasil ajudou “N” países que enfrentavam dificuldades na área social, como explicar que não há recursos para melhor atendimento a saúde dos brasileiros? Um bom chefe cuida primeiro dos seus e depois estende a solidariedade a outros. Independentemente das questões partidárias, importante acreditar que a Presidente Dilma possa fazer um bom governo, mas para isso ela teria que ouvir o próprio coração. Ela sonhou muito para estar a frente do governo, pois que seja ela mesma e esqueça os apadrinhados. Um velho adágio diz: “o azar do protetor é o protegido”. Concluindo, Presidente Dilma, se fizer apenas o arroz com feijão estará beneficiando a maioria do povo brasileiro, quanto a minoria, essa caminha com as próprias pernas há cinco séculos.


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