segunda-feira, 13 de junho de 2011

Código Florestal: A Extinção da Vida.

 
Fonte/arquivo: João B Santos
A pressão para que o código florestal seja alterado é imensa. Nós ficamos a torcer para que as autoridades tenham bom senso e reflitam muito, pois outros seres também tem o direito a vida. Às vezes temos a impressão de que apenas alguns humanos, homens e mulheres detentores da maior fatia do bolo (capital), se julgam absolutos até com relação ao direito a vida. Mas não outros também tem e nós esperamos que autoridades superiores na hierarquia possam dar exemplos e reverter a forte pressão. Apenas para ilustrar, lembramos que tempos atrás navegávamos num rio aqui na região noroeste do Est de São Paulo e nos deparamos com um casal de Antas. O vento contrário impediu que os animais nos notassem. A nossa embarcação estava na boca de uma vazante quando da passagem dos animais, isso por volta da 01h30am. Confabulamos a respeito e concordamos, se no nosso lugar fossem contumazes caçadores, certamente era uma vez um casal de Antas. Por sorte desses animais, nesse rio ainda havia leito sazonal e matas ciliares. O tempo passou, a cana-de-açúcar avançou para atender a demanda do etanol e a maior parte das matas ciliares dissipou, ou seja, foi suprimida. Notadamente, a legislação ambiental foi aplicada, mas como diz o velho adágio, “contra a força não há resistência”. O tempo passa e o governo se esforça no sentido de impedir que os empreendedores queimem a palha da cana-de-açúcar. Isso é muito premente, vez que todas as vezes em que incide o fogo, muitas vidas são ceifadas. O custo do desenvolvimento é incomensurável. Destarte, vocês leitores conseguem imaginar quantos animais morrem a cada queimada? Concluindo, apesar de perder a moradia, o casal de Antas ainda consegue se manter a salvo, mas não se sabe por quanto tempo.

Nenhum comentário: