quarta-feira, 6 de abril de 2011

PM Ambiental participará de grupo de proteção da ictiofauna



O Comando do Policiamento Ambiental da Polícia Militar do Estado de São Paulo participará de um grupo de trabalho instituído para fazer levantamento das legislações federal e estadual referente à pesca e proteção da ictiofauna - conjunto das espécies de peixes que existem numa determinada região biogeográfica com o objetivo de melhor aplicar as leis em vigor.
O grupo de trabalho será coordenado pelo Departamento de Proteção a Biodiversidade da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais - CBRN, da Secretaria do Meio Ambiente, e terá a participação das secretarias estaduais de Agricultura e Abastecimento e Segurança Pública, representada pela Polícia Militar Ambiental. A definição da criação do grupo por meio de resolução foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, no último sábado (02). Continue lendo
 Fonte/Artigo e Imagem/inserido supra:AFAM/SSP/SP.
Nossa Opinião.
Caríssimos leitores e leitoras, ao longo de quase três décadas participei das fiscalizações na tentativa de impedir a pesca predatória, para assim, preservar a ictiofauna. Sempre foi muito difícil, vez que os infratores reincidem, ou seja, não se consegue educá-los por amor e nem mesmo pela dor. Obs.: por amor oferecíamos a orientação (educação ambiental) e pela dor a aplicação da lei.
Mas paralelamente aos rios e lagos existe a agricultura e pecuária, onde os empreendedores querem sempre mais e mais espaço, inclusive o espaço das matas ciliares (vide o esforço no relatório de alteração do Código Florestal) dos tributários dos rios e lagos principais.
Com relação aos lagos principais (hidrelétricas), o governo não levou em conta as matas ciliares, essas foram inundadas. O governo e os proprietários (indenizados) das fazendas as margens dos lagos, não fizeram a recomposição, assim aos peixes nativos faltou alimentação. Além disso, as águas que eram lóticas passaram a lênticas e os peixes foram prejudicados quanto ao desempenho da piracema. Por conseguinte, a redução da ictiofauna.
Ao mesmo tempo tentam complementar a ausência dos peixes nativos com exóticos, por exemplo, corvinas e tilápias. Esses devoram os poucos nativos que restam. Além disso, muitos empreendem na produção de peixes (tilápias) em tanques-rede, num primeiro momento parece ser relevante quanto ao emprego e renda, todavia incorreto ecológicamente, vez que os peixes desovam nos tanques-rede proliferando o ambiente.
Concluindo, uma primeira medida com relação ao artigo supra, seria engrossar as matas ciliares dos tributários, mas na hipótese de não se conseguir, podemos dizer:  "era uma vez lambaris, piaus e carás; piaparas, pacus e dourados etc".
Imagem/peixes/ arquivo pessoal JGH

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