segunda-feira, 18 de abril de 2011

Jaguatiricas de Catiguá


Jaguatirica foi presa por uma armadilha. Ela será solta pela Polícia Ambiental em cidade vizinha (Foto: Divulgação Polícia Ambiental)
(Foto: Luiz Antonio Vaserino/Polícia Militar Ambiental)

Caros amigos, cotidianamente as tags congestionam os textos, esses tem vida própria no direito ambiental. Na verdade chega a ser romântico e culmina por criar linguagem própria. Não duvidem, basta lembrar das palavras predominantemente assopradas nas palestras, exemplos: transcende, leitura dogmática, tendência e transdisciplinar. Desculpem, eu esquecia da principal que é “agregar valor”. Oh! Deus todo poderoso tende piedade de nós, pois são palavras mortas, ou seja, capazes apenas de sustentar mais um encontro, congresso, fórum etc. Sim isso mesmo, haja vista que o interesse econômico sempre prevalece sobre a proteção do meio ambiente. Alguns palestrantes são especiais oradores, onde a retórica emociona os aprendizes espectadores. Lembram de quando o palestrante coordena a mudança das transparências ou dos slides? Não lembram? Ora, ele olha assim meio que de soslaio e diz com a voz espremida, próximo.... Ao término, do auditório, as pessoas saem crentes de que o meio ambiente será preservado. Ledo engano, basta iniciar o verão, os incêndios alastram assustadoramente e lambem toda a fauna que ali se abrigava. Os proprietários alegam que deve ter sido criminoso, pois quando perceberam, o fogo havia se alastrado e não seria possível controlá-lo. Pois bem, o fogo consome a floresta da reserva legal e das matas ciliares e muitos espécimes da fauna silvestre. As Jaguatiricas, Pumas, Tamanduás Bandeira e de Colete, lagartos Teiús, Cascavéis, Sucuris entre tantos outros, se transformam em refugiados ambientais e saem pelos campos, rodovias, ou entram na zona urbana. Eles são apreendidos e depois são conduzidos aos Zoológicos ou a pequenas capoeiras que por milagre ainda sobrevivem. Mas o pior poderá ocorrer depois da conclusão da alteração do Código Florestal, vez que o Congresso Nacional decidirá se a Jaguatirica tem direito a vida ou não. O Criador, nessa circunstância deverá estar estarrecido com a Criatura. Concluindo, nesse momento temos de cumprimentar a Polícia Militar Ambiental Paulista pelo esforço empreendido desde 1949. 

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