sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Governo anuncia programa de combate à pobreza extrema

Publicado em janeiro 7, 2011 por HC

Brazilian government announces plan to combat extreme poverty
A presidenta Dilma Rousseff começa a preparar as primeiras medidas a serem tomadas visando a cumprir sua principal promessa de campanha: erradicar a pobreza extrema no país. Segundo anunciou ontem (6) a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, será montado um programa que adotará modelo de gestão similar ao de Aceleração do Crescimento (PAC), com transparência e metas claras.
Ela aponta, como principais frentes a inclusão produtiva, a ampliação de rede de serviços e a transferência de renda. “Vamos construir um modelo de gestão, como fizemos para o PAC, com metas e condições de monitoramento claras, para prestar contas à sociedade e à imprensa sobre o andamento dessa metas”, disse a ministra.
Ela acrescentou que um comitê gestor foi criado no centro do governo, coordenado pelo MDS, com a participação dos ministérios do Planejamento, da Fazenda e da Casa Civil. Ao todo, o ministério terá a colaboração de oito pastas.
Vamos organizar, no próximo período, essas metas e trabalhar em reuniões bilaterais. No comitê gestor, vamos organizar o desenho do programa e apresentá-lo à sociedade e aos parceiros estratégicos, entre eles os governos estaduais e municipais”, afirmou.
A exemplo do PAC, o programa deverá agrupar outras ações implantadas por governo anteriores. “Não se trata apenas de uma soma de programas”, disse a ministra ao caracterizar a iniciativa como um modelo de gestão
Com a reunião de hoje, iniciou-se o período de coleta de sugestões dos integrantes do novo governo. A expectativa é que uma nova reunião ocorra na próxima semana e que, a partir daí, elas sejam realizadas com mais regularidade.
Apesar de não ter um nome definido para o programa, o governo decidiu que ele terá como secretária executiva Ana Fonseca, umas das organizadoras do Bolsa Família.
Estamos trabalhando no sentido de universalizar a rede de serviços. Essa é uma expectativa do governo. Não vamos atacar a agenda da pobreza apenas com políticas de transferência de renda. Nossa agenda é de inclusão social e produtiva, de ampliação da rede de serviços públicos, de saneamento, oferta de água, saúde, educação e qualificação profissional”, disse a secretária.
Reportagem de Yara Aquino e Pedro Peduzzi, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 07/01/2011.

Nossa Opinião:

Nós torcemos para que o governo obtenha êxito na proposta, todavia, surge enorme preocupação, pois, paralelamente, milhões de trabalhadores e aposentados recebem apenas um salário mínimo. Ora, aplicar apenas o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) não significa aumento de salário, mas sim uma atualização (ajuste) com base na inflação, ou seja, os trabalhadores e aposentados continuarão recebendo o equivalente ao mínimo anterior – redução do poder de compra e da qualidade de vida. Nessa circunstância, não procede a justificativa do Ministro da Fazenda Guido Mantega - "Se vier alguma coisa diferente, nós vamos simplesmente vetar". Concluindo, o aumento real seria aquele percentual aplicado após a atualização.

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