segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Profissionais da Saúde terão que fazer exame de capacitação


Opinião do Blog:
Independentemente da profissão penso ser relevante avaliá-los, lembrando que cada caso é um caso - por isso alguns formandos ou formados podem ser favoráveis ou contrários ao projeto de lei. Por conseguinte e imbuído de motivação construtiva passo a expor um caso ocorrido na prática. Tempos atrás conheci alguém que sofria fortes dores na coluna lombar (L4 e L5) e que buscava tratamento. Esse durou mais ou menos quatro anos e chegou ao seu ápice, ou seja, o paciente foi submetido ao tratamento da dor. Assim pelo menos três ou quatro vezes ao ano se apresentava na clínica e lá se submetia a infiltrações diretamente no local, onde se previa haver hérnia de disco. No ínterim das sessões, o paciente procurou outro especialista em coluna cabeça e pescoço, esse observou os exames e disse que na opinião dele, ali não havia hérnia, mas sim uma diminuição de canal (estenose). Expediu receita, onde constava medicamento do tipo relaxante, diga-se de passagem, aliviou por algum tempo, As sessões de infiltração continuavam. Mas, numa noite o paciente se encontrava desesperado, pois, já era quase de manhã e as dores não diminuíam. Decidiu procurar o plantão do hospital mais próximo. O médico plantonista (recém-formado) enquanto conversava na busca de histórico foi, cuidadosamente, apalpando aqui e ali, umas palmadinhas aqui e acolá e, de repente, parou e observou ao paciente. Olhe, eu vou aplicar uma injeção e se daqui a dez minutos a dor tiver passado, eu não terei dúvidas de que você tem um problema renal. Passados os dez minutos, o paciente se encontrava sorridente e a conversar com o plantonista. Esse recomendou: procure um urologista logo ao amanhecer, eu não tenho dúvidas de que dará tudo certo. Procurado o urologista e realizados os exames foi constatado que havia cálculos no rim esquerdo e esses dificultavam a passagem da urina para o ureter. Pior ainda, o rim esquerdo se encontrava enorme e segundo o urologista por sorte ainda não o havia perdido. Dois dias depois, o paciente se submeteu a um tipo de cirurgia menos agressiva, isto é, foi feita pequena incisão por onde introduziram uma sonda até o rim para a extração dos cálculos. O médico operava os instrumentos com auxílio de um vídeo. Esse paciente nunca mais sofreu com dores na (L4 e L5). Destarte, tudo isso poderia ter sido evitado, se logo no início, profissionais experientes tivessem prestado maior atenção em importantes detalhes, pois as dores dos rins, as vezes confundem com dores da coluna lombar. Concluindo, a casos em que o profissional renomado é deveras importante, já em outros ou nesse especificamente relevantes foram o plantonista e o urologista, os outros apenas contribuíram com o sofrimento, apesar de toda bagagem adquirida. Espero ter contribuído.


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