quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A PEC-300 e o 'Saco de Maldades'

Saco de maldades’ - Líder do DEM, o deputado Paulo Bornhausen (SC) disse não acreditar na votação de outras propostas que não sejam as MPs que trancam a pauta. Na avaliação de Bornhausen, o governo vai “abrir o saco de maldades” e cancelar a análise de melhorias para carreiras, como o piso nacional de policiais e bombeiros. “O governo que defendeu, durante a eleição, melhorias para diversas categorias, agora parece que vai abrir o saco de maldades e começar a cortar uma série de votações importantes como a PEC 300 e as outras propostas da segurança”, disse o deputado, referindo-se à criação da Polícia Penal (PEC 308/04)
Opinião do Blog:
Infelizmente, as policias militares do Brasil não detêm harmonia suficiente para propiciar a união na busca do bem comum, ou seja, a melhoria nos salários - bem como da qualidade de vida. Em todos os estados temos as associações de cabos e soldados, subtenentes e sargentos e de oficiais, no entanto, pelo que sabemos nenhum representante foi eleito. Ora, vocês concordam que nos faltou um líder a altura no sentido de traçar uma meta para cada estado e, por conseguinte, a possibilidade de elegermos um representante de cada estado para a câmara federal? Ao final, culminaria simplesmente, com 27 eleitos. Com relação ao estado de São Paulo, nós, policiais militares não conseguimos reeleger o Coronel Paes de Lira. Isso, na minha opinião foi constrangedor, pois o Cel Paes de Lira foi ferrenho e enfrentou inclusive momentos até de humilhação quando de suas falas junto ao colégio de líderes. E mais, ele não defendia apenas os policiais paulistas, mas sim todos desse nosso querido Brasil. Eu repassei aos meus familiares alguns vídeos com manifestações dele, onde ficava demonstrado o esforço não apenas na defesa da classe policial, mas sim da sociedade como um todo. Cumpre destacar o esforço do Major Fábio e do Capitão Assunção, esses, também não conseguiram se reeleger. Injusto! Pois bem, terminada as eleições ficamos a ouvir: ah, agora vai ser mais difícil, pois a presidente eleita do Brasil se posiciona contra a PEC-300. Óbvio, isso já era sabido, bastaria lembrar do posicionamento do líder do governo na câmara e, justamente, por causa disso teríamos de ter eleito no mínimo um representante de cada estado, ou seja, os 27. Nesse momento, não adianta chorar pelo leite derramado, mas o que adianta é a estratégia para daqui a quatro anos. E com relação a essa estratégia, eu devo reconhecer que numa democracia quem quiser pode sair candidato, todavia, não me parece ser inteligente, vez que os votos são pulverizados, isto é, são divididos no todo e, assim, não se consegue o principal. Na minha opinião, os Comandantes (Geral) das policias militares que de fato e de direito exercem função de líderes com relação a classe poderiam ter assumido posição mais efetiva e afetiva, bem como orientado os seus comandados no sentido de alcançar os objetivos. A ausência de reajustes salariais nas datas bases implica na busca pelos famigerados “bicos” e isso me faz lembrar de um comandante interino 1º Ten Arnaldo (Extinta Guarda Civil) que eu tive em 1975 – cidade de São Paulo – 3ª Cia do 1º BPTran - quando solicitávamos autorização de dobra de serviço na tentativa de conseguir um final de semana maior. Ele dizia: “a continuar assim, em breve vocês serão moços velhos”. Ele estava certo. Isso foi a trinta e cinco anos. Agora, vocês já imaginaram quantos policiais deixam de gozar as folgas, bem como as férias na tentativa de complementar a renda familiar. Muitos policiais ficam doentes em face do esforço extremo o que aumenta os número de policiais afastados para tratamento de saúde. Consequentemente, perde o policial, o estado, a sociedade e, saem no lucro, aqueles que vivem as margens das leis. Os governos estaduais quando cobrados pela imprensa justificam investimentos na infraestrutura, por exemplo, “N” viaturas de quatro rodas, duas rodas, embarcações, helicópteros, armamento e munição, treinamentos, cursos no exterior, reciclagens, novos equipamentos de informática, câmeras e GPS, mas nunca mencionam salários. Concluindo, enquanto isso... continuamos a ouvir que está tudo bem, sob controle e que o contingente é suficiente para atender a demanda, mas, paralelamente, policiais militares e civis, bem como cidadãos e cidadãs dessa mesma sociedade morrem por conta da proliferação da violência e criminalidade.

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