terça-feira, 12 de outubro de 2010

Deus, a Política e a Vida

Eu acredito que hoje, os religiosos não precisam da orientação da igreja no sentido de votar em "A" ou "B". Por quê? Ora, porque os cidadãos e cidadãs, religosos ou não, mas crente em DEUS estarão conscientes sobre a quem oferecer o seu voto, principalmente quando o foco se direciona para a preservação da vida. Por exemplo, a maioria dos católicos leu a Enciclíca de João Paulo II e depois de lida, certamente adquiriu mais consciência sobre a obediência a DEUS. Vejamos conforme segue:
Encíclica Evangelho da vida, João Paulo II disse:
"O aborto e a eutanásia são, portanto, crimes que nenhuma lei humana pode pretender legitimar. Leis deste tipo não só não criam obrigação alguma para a consciência, como, ao contrário, geram uma grave e precisa obrigação de opor-se a elas através da objecção de consciência. Desde os princípios da Igreja, a pregação apostólica inculcou nos cristãos o dever de obedecer às autoridades públicas legitimamente constituídas (cf. Rm 13, 1-7; 1 Ped 2, 13-14), mas, ao mesmo tempo, advertiu firmemente que « importa mais obedecer a Deus do que aos homens » (Act 5, 29). Já no Antigo Testamento e a propósito de ameaças contra a vida, encontramos um significativo exemplo de resistência à ordem injusta da autoridade. (...) É precisamente da obediência a Deus — o único a Quem se deve aquele temor que significa reconhecimento da sua soberania absoluta — que nascem a força e a coragem de resistir às leis injustas dos homens. É a força e a coragem de quem está disposto mesmo a ir para a prisão ou a ser morto à espada, na certeza de que nisto « está a paciência e a fé dos Santos » (Ap 13, 10). Portanto, no caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, « nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o próprio voto ".


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