segunda-feira, 3 de maio de 2010

Descentralizar o Brasil

As eleições se aproximam e já começam surgir propostas de melhor desenvolvimento para o povo brasileiro. O povo sempre ouve, acredita e aumenta a esperança de que o próximo governo vai ser melhor. O governo a ser substituído declara que nunca na história desse país um governo tenha conseguido tanto sucesso. Ao mesmo tempo declara que o governo anterior deixou a desejar e que poderia ter feito muito mais. O governo que sai, criticava o comportamento do anterior, mas depois que passou a ser governo continuou a fazer aquilo que criticava. Tanto o anterior como o atual, bem como os que devem assumir em 2011, se posicionam como socialistas, mas, desconfio que nunca foram e pelo que se vê, adoram o “CAPITAL”.

Importante lembrar aos que querem ser governos que nos últimos dezesseis anos, o povo testemunha o desmoronamento das encostas que soterram milhares de sub-moradias e junto com elas, os sonhos dos seus moradores. A maioria dos brasileiros, não ganha suficiente para comprar terreno de 200 metros, onde se construiria uma casa ao seu gosto e também não tem condição que permita se cadastrar no programa “Minha Casa Minha Vida. Meu Deus, casas com 45 metros de área e 30 anos de dívida.

O Brasil vai se tornar a maior imobiliária da história, uma vez que os mutuários podem ser comparados a locatários. Por que penso assim? Ora, se levar em conta a média de vida, ao término do financiamento muitos estarão mudando para o endereço final. Isso significa que milhões de brasileiros passarão a vida pagando prestação e por conta disso ficam tolhidos dos poucos prazeres da vida. Destarte, os brasileiros são considerados os maiores torcedores de futebol e não é para menos, ainda bem que existe essa opção de lazer, pois, do contrário...

E a criminalidade? Ah, essa vai de vento em popa e pode chegar ao seu ápice, uma vez que a segurança pública desmorona tal e qual as encostas. O desmoronamento da segurança pública soterra a vida de inocentes e esses não tem a quem recorrer. As polícias dos estados (civil e militar) não dispõem de recursos, humano e financeiro capaz de atender a demanda.

A insegurança ambiental também avança e não é para menos. Vejamos o que diz um parlamentar:

“Aldo Rebelo defende o código florestal, mas critica as modificações que foram feitas nele, ao longo dos anos. Segundo ele, algumas das normas introduzidas são impossíveis de serem cumpridas, prejudicando, em especial, os pequenos produtores. O resultado é que muitos não conseguem manter sua propriedade, e a legislação termina por ajudar a reconcentração da propriedade da terra e a migração para grandes cidades”. “Para o parlamentar, é preciso adequar a lei à realidade”. 

Excelentíssimo senhor Deputado Aldo Rebelo, algumas normas são difíceis de serem cumpridas por não existir consciência ambiental, ou seja, “o uso do cachimbo entorta a boca” e muitos continuam a depender desse cachimbo. Vossa Excelência deve se lembrar que o êxodo rural foi provocado pela ausência de políticas públicas com relação a “Agricultura Familiar” e quanto a isso posso adiantar que não estou equivocado, pois, eu e minha família vivíamos bem, mas, de repente, fomos obrigados a mudar, assim como tantos outros. As cidades não atenderam a demanda dos refugiados do campo.

Tempos atrás, o governo do PT falava muito de “Agricultura Familiar”, porém, parece não ter havido êxito na empreitada. Eu ouso até em fazer uma sugestão a Vossa Excelência e adianto que não sou de esquerda e se a faço, é pelo fato de que apreciaria muito a descentralização do Brasil. Na verdade, descentralizar o desenvolvimento, uma vez que estados do sul e sudeste são bolsões que ajudam os ricos ficarem mais ricos e os pobres ficarem mais pobres.

Vossa Excelência diz que é preciso adequar a lei a realidade. Eu indago: qual realidade, a dos ricos, dos pobres ou do meio ambiente?

Na eco92, os países reunidos elaboraram a “Agenda 21” que foi considerada como o mais relevante instrumento na busca pela preservação dos vários fatores que interagem entre si e propiciam a vida, no entanto, hoje, o silêncio predomina e não se ouve ninguém falar a respeito, nem mesmo aqueles que compõem os legislativos.

Em tempo: as ações do Greenpeace busca cumprir orientações da “Agenda 21”, ou seja, eles continuam acreditando.

Concluindo, um proprietário de terra que insiste em suprimir a mata ciliar não tem noção da importância da água para a vida, na verdade, talvez, nem saiba o que seja a vida.

2 comentários:

Anônimo disse...

eu descordo do seu argumento, no campo é um regra geral p´reservar as nascentes e os veios d'agua pois eh deles que sobrevive o agricultor o pobre homem jah protee isso pois sem isso não haveriammeios dele se manter , não haveria agua para irrigar, nem para matar a cede dos animais...
mas eu acho que vc sabe disso
e peço que fale mais sobre o assunto e seja mais aberto...

agradeçido..

Jorge Gerônimo Hipólito disse...

Eu acredito que a regra para preservar as nascentes deve ser geral, ou seja, no campo e nas cidades. Por exemplo, algumas nascentes situadas no campo formam cursos de água que cortam as cidades ou até formam o manancial de superfície. Note que nesse caso, a água supre as necessidades do campo, bem como da cidade. A regra querido leitor ou leitora (anônimo) está no amor que sentimos pela vida. Nessa circunstância, eu estou limitado, uma vez que para mim uma nascente significa vida que propicia vidas. Obs.: imaginemos uma nascente sendo preservada no interior de uma cidade, não seria um privilégio?

Grande abraço e obrigado pela participação.