sexta-feira, 2 de abril de 2010

Deus, onde você está?


Tendo ouvido isto, Jesus retirou-se dali sozinho num barco, para um lugar deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-o a pé, desde as cidades. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que possa ir às aldeias comprar alimento.» Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de comer.» Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.» «Trazei-mos cá» disse Ele. E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou,encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram uns cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.


Hoje, ano 2010 D C, eu fui ao hipermercado e lá havia uma multidão. No estacionamento, enorme, não havia vagas e foi preciso esperar. Estacionado o carro fui às compras. No hipermercado, onde varias gôndolas expõe mercadorias havia uma, onde também havia congestionamento, de pessoas. Eu não estava com pressa, por isso resolvi observar e notei que algumas pessoas punham no carrinho mais ou menos 2, 3 e talvez, até 5 quilos de bacalhau. Nesse momento algo me fez lembrar a “multiplicação dos peixes”. O que foi que me fez lembrar? 

Ali bem na minha frente, um menino pediu a mãe para que comprasse o bacalhau. Ela observou o preço aqui e ali e parou numa bandejinha cheia de retalhos. O preço bem mais barato se comparado as partes maiores do peixe. Mas, ela desistiu e se dirigiu para outras espécies. A merluza e a manjuba, o preço também elevadíssimo para esses filhos do mesmo Deus, isto é, a mãe e o menino. Ela, de repente, parou na bandeja de sardinha e resolveu levá-la com a intenção de agradar o menino. Ele se aproximou da mãe e disse: mãe, eu quero bacalhau, hoje é dia de se comer bacalhau. Ela respondeu: filho o dinheiro não dá e Deus não vai achar ruim se estamos levando sardinha. Assim, seguiram na direção da fila que estava congestionado com dezenas de carrinhos lotados de mercadorias, entre elas, muitos quilos de bacalhau. O menino observava os grandes pacotes e os olhos dele brilhavam. Eu refleti sobre quantos meninos no dia de hoje apenas sentem o cheiro do bacalhau quando passam próximos as gôndolas, ou quando na rua passam de frente as casas, onde preparam o peixe tão nobre.

Eu também pensei sobre a possibilidade de Deus interferir e possibilitar novamente a multiplicação, porém, desisti, vez que hoje, ele teria que influenciar a maioria das pessoas que administra a política no Brasil. Mas, eu também pensei que essa maioria deve estar com a mesa farta e em especial com o melhor dos bacalhaus.

Concluindo, eu disse em pensamento, Deus, onde você está?

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