segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Miscelânia Ambiental



Imagem/crédito:4ºBPamb
Obs: a imagem mostra ambiente ideal para margem de grande lago.

Desenvolver ou Desenvolver

Certa vez, a demanda por energia elétrica conduziu o governo a empreender na construção de barragens para a instalação de usinas hidrelétricas. Esse empreendedorismo alavancou o desenvolvimento, no entanto, produziu incomensuráveis prejuízos ambientais. Por exemplo, a inundação fez rios se tornarem lagos e inundou também as matas ciliares. As árvores e demais tipos de vegetação morreram por asfixia. Os animais que compunham a fauna silvestre se transformaram em refugiados ambientais e, assim, perambularam na busca por um habitat. Obviamente, não encontraram, mas alguns pegaram carona no desenvolvimento urbano. Hoje, conforme a região é possível encontrar mais animais silvestres nas cidades, ou seja, assim como os homens os animais se mudaram do campo.

Tributários

Os grandes rios que se transformaram em grandes lagos são formados pelos tributários, esses pequenos cursos d’água de enorme relevância. Na hipótese de o governo mostrar interesse em recuperar a condição de vida nesses ambientes, bastaria fazer cumprir a legislação ambiental. Importante ressaltar que deveria haver subsídios, uma vez que os proprietários das fazendas, onde se localizam os tributários não construíram os lagos.

Pesca Abundante

Antes da construção dos grandes lagos, a pesca artesanal era abundante e permitia aos pescadores renda capaz de oferecer vida com qualidade. Infelizmente, peixes de águas lóticas não faz piracema em águas lênticas. Hoje, o pescador lança nas águas 3.000 metros de redes e por uma noite inteira se mantêm na esperança de uma boa pesca. Ao amanhecer e com a retirada das redes o pescador consegue um total de mais ou menos 20 quilos. Esses comercializados com o atravessador resultam numa renda no máximo R$ 30,00. Na hipótese de o pescador utilizar motores de popa, certamente, poderá ficar no prejuízo. Nessa circunstância, melhor usar apenas os remos.

Reforma Agrária nos Espelhos D’água

Ah, mas o governo poderia compensar os pescadores e isso poderia ser feito em parceria com os governos municipais. Por exemplo, na região norte, noroeste e oeste do estado de São Paulo há centenas de municípios banhados pelos grandes lagos e em cada município há dezenas de pescadores artesanais. Esses pescadores associados às colônias enfrentam dificuldades, por isso sugiro o desenvolvimento de política pública, onde os pescadores pudessem produzir peixes nos tanques-redes com subsidio dos governos. Ao mesmo tempo, esses mesmos pescadores poderiam em conformidade com o programa de recuperação dos tributários produzir as mudas de árvores nativas e, assim, gradualmente, iriam revitalizando as matas ciliares. Essas, no longo prazo evitariam o assoreamento dos grandes lagos e, automaticamente, aumentaria o tempo de sobrevida dos ambientes que possibilitam a energia elétrica.

Ministério do Turismo

A maioria dos brasileiros aprecia futebol, carnaval, samba e pescaria. Aumentar a quantidade de peixes nos rios alavancaria o turismo nos municípios banhados pelos grandes lagos. Isso geraria emprego na indústria náutica, apetrechos de pesca, hotelaria, pousadas e frigoríficos de pescado. Eu penso que para melhorar a economia nas regiões banhadas pelos grandes lagos requer investimentos, isto é, para se ganhar se faz necessário gastar. Fosse eu, o prefeito de qualquer município constante do contexto sem sombra de dúvidas me empenharia na proposta.

3 comentários:

Rogerio Saraiva disse...

Desculpa se entendi errado, fiz uma leitura apressada.

Você fez algumas propostas de política ambiental. Foi isso?

Se foi. Já encontrou nos político para a eleição desse ano alguns desses projetos?

Rivaldo R.Ribeiro disse...

Olá Jorge Hipólito o Brasil é um pais muito rico, talvez a mais rico do planeta, mas não sabem disso por causa dos seus politicos.

Eles são refens das grandes industrias e das monoculturas que só nos leva ao atraso social e um grande maleficio ao meio ambiente.

Veja aqui em José Bonifácio, está sendo tomada pelos canaviais, temos os problemas das queimadas, muita gente nova na cidade mudando totalmente a nosso modo pacato de ser.

Pequenos sitiantes estão sendo engolidos pelas monoculturas e agronegócios e a cidade inchando trazendo todos os tipos de problemas urbanos desorganizado.

Jorge Gerônimo Hipólito disse...

Rogério, eu já enviei a proposta para muitos, mas, infelizmente, eles não respondem as mensagens. Ás vezes, algumas mensagens retornam assim: "deletada sem ser lida".

Rivaldo, o desenvolvimento em especial na região de São José do Rio Preto e que alcança o município de José Bonifácio se desenvolve sem preocupação ambiental. Eu acredito que só não está pior por causa da ação efetiva da Polícia Militar Ambiental em parceria com o ministério público, federal e estadual. A sociedade conhece do certo e do errado, no entanto, não tem consciência ambiental.