quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pré-Sal e os Aposentados.


O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), admitiu nesta quinta-feira (12) que não há “condições econômicas e financeiras” de aplicar às aposentadorias o mesmo reajuste do salário mínimo. Esse é o objeto do Projeto de Lei 01/07, que está pronto para ser analisado pelos deputados. “Não temos condições de garantir o mesmo reajuste”, resumiu.


O petista destacou que a votação dos projetos do pré-sal será a prioridade até o final do ano na Casa e que, durante esse período, as negociações em torno do reajuste continuarão.
De acordo com cálculos do Ministério da Previdência, somente a aprovação do reajuste beneficiário atrelado ao salário mínimo causaria um impacto imediato de R$ 6,8 bilhões nas contas da Previdência em 2009.
Fonte: Governo rejeita reajustar aposentadorias pelo mínimo



Eu não entendo o comportamento do governo, haja vista, as contradições. Por exemplo, tem se comentado que o Bolsa Família provoca aumento do consumo e, conseqüentemente, se aumentado implicaria positivamente na geração de emprego. Na hipótese de alguém do governo ler essa opinião, certamente vai concordar e reafirmar que é isso mesmo que ocorre. Nessa circunstância aumentar salário dos aposentados com base no índice que se aplica ao salário mínimo não provocaria o mesmo efeito? Eu não faço parte do governo e não concordo com o Bolsa Família, pois acredito que o melhor seria emprego para os chefes de famílias carentes, porém, não desacredito que a injeção de recursos independentemente da modalidade vai sim melhorar a qualidade de vida, aliás, não apenas dos carentes, mas sim de todos, se levarem em conta o efeito dominó.

Os aposentados (gerações anteriores) suportaram as agruras de um mundo cheio de obstáculos, por exemplo, primeira e segunda guerra, ausência de tecnologias para alavancar o desenvolvimento etc. Mas, injusto não admitir que hoje, o Brasil respira mais aliviado nos degraus mais alto da política internacional e que isso se deve em parte a maioria dos aposentados. Os aposentados que hoje reivindicam melhores salários se esforçaram por demais da conta, ou seja, foram pessoas que até não se preocupavam com as tais horas extras, e muitos por longo períodos trabalhavam até sem estar registrados em carteira. Havia cidadãos e cidadãs que trabalhavam e ficavam felizes, simplesmente, por conta dos elogios advindos do empregador, ou até por notar que a empresa crescia a cada dia.

Na década de sessenta, setenta e oitenta, as pessoas, além de trabalhar, faziam amizades e muitos empregados e patrões se tornavam até compadres. Houve época, evidentemente, mais remota, onde brasileiros doaram as jóias com a intenção de saldar as dívidas do Brasil e isso ocorreu a pedido do próprio governo. Será que esses trabalhadores que ainda estão por aí não merecem aposentadoria digna.

Apenas para ressaltar, o Brasil, já fez muito sucesso e ainda faz, por conta do melhor café do mundo, porém, o auge não é de agora, ou seja, é de há muito tempo. Provavelmente, muitos dos que hoje ocupam cadeiras no governo possam ser filhos, netos ou bisnetos desses que capinaram café com a enxada ou que araram a terra com junta de bois. Não? Por que não? Porque pobres dificilmente conseguiriam bancar uma campanha política? “Raríssimas exceções”!

Sugestão:

Deus está privilegiando o Brasil com o Pré-Sal o que provoca sorrisos largos, por que então o governo não aproveita e direciona um percentual que possa garantir a aposentadoria dos nossos pais, avós e bisavós? Na minha opinião, se houvesse motivação, consideração e respeito pelos nossos velhinhos, certamente estaria resolvido o problema, no mínimo para os próximos cem anos. Respeitosamente, concluo incentivando os senhores e senhoras do executivo e legislativo para que aprovem lei nesse sentido e aproveitem para mostrar a que vieram.  Em tempo: senhores e senhoras também do judiciário, por favor, conversem com o governo sobre a minha sugestão, eu acho que ela é relevante.

Nenhum comentário: