terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bagre Africano - Por quê?

Algum tempo atrás, começamos a ouvir comentários sobre a invasão do Bagre Africano em águas brasileiras. Não faz tempo e também não sei se ele vem do sul ou de qualquer outra direção, mas o que sei e testemunhei é que ele já desfila nas águas barrentas do Rio Turvo – região de São José do Rio Preto. Infelizmente, presumo não ser possível evitar o desequilíbrio ambiental. Apenas para que tenham idéia, o Rio Turvo sempre foi piscoso, ali se pesca pintados, jaús e barbados, esses, na jusante do Tombo do Talhadão e todos os outros peixes que se pesca na montante, por exemplo, dourados, piaparas, lambaris, piaus, pacus e “Bagre Africano”. Percebam que os peixes de couro que vem do Rio Grande e sobem o Rio Turvo não transpõe o tombo. Ah, mas o Bagrão transpõe e, mais, provavelmente, vai dizimar os alevinos das outras espécies no período da piracema. Nessas circunstâncias, eu fico imaginando como pode ser possível a uma autoridade (ambiental) permitir a introdução de espécie tão voraz nas águas brasileiras. Calma, pessoal, não adianta afirmar que ele veio nadando,  na verdade, alguém permitiu que ele fosse transportado até qualquer tanque, onde se multiplicaria e engordaria para o abate. Todavia, não sei qual nem onde, mas dizem que o tanque se rompeu. E agora, será que vão dizer: ah, eu não sabia de nada?  A fauna ictiológica brasileira sempre foi farta, assim, em vez de investir no exótico, por que não empreendem nas espécies nativas, principalmente, naquelas que já começam a desaparecer. Por quê?

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