quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Bagre Africano Causa Prejuízos


                                 Maratimba.com
O bagre africano já se tornou uma praga no Rio Itabapoana, que fica na divisa entre os estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro. Antes abundante de peixes como: robalo, carapeba, tainha, curumatã, pial e cascudos, entre outros peixes de água doce.
Hoje os pescadores só pescam o peixe predador. Onde existe o bagre africano, ele reina sozinho, explica o presidente da Colônia de Pescadores Z-8, Sérgio Marangoni Rody, que abrangem os municípios de Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy. O presidente se diz apreensivo com o que classifica como mais sério desequilíbrio ecológico, em andamento na região. “O bagre africano não tem valor comercial. Sua carne é dura e perde 50% do seu peso quando é filetado”, explica Sérgio. 
O aparecimento do bagre africano, o Rio Itabapoana segue um grande caminho. Distribuído por órgãos oficiais, para incentivar a psicultura na região sul. Os açudes, onde são criados se romperam. Através do Rio Preto, que faz divisa entre os municípios de, Presidente Kennedy e Mimoso do Sul, o predador chegou ao Rio Itabapoana, através do seu afluente. Argumenta o Sérgio Rody, que através da Federação dos Pescadores já encaminhou oficialmente o IBAMA, para conter de forma racional, o avanço do bagre africano. 
Os pescadores da comunidade de Terreirão, as margens do Rio Itabapoana, estão preocupados com a incidência do bagre africano. Vivendo da pesca no rio, estão passando por dificuldade, pois “o único peixe pescado, é o bagre africano”. Diz o pescador Pedro Marques Marvila, que antes pescava, robalo e tainha, de melhor valor comercial. “Dá pena ver o Rio Itabapoana desse jeito”. Exclamou outro pescador com lágrimas nos olhos. 
Os pescadores do Rio Preto, em Presidente Kennedy também estão sofrendo com a infestação do bagre africano. Os moradores mais antigos estão preocupados, pois era normal pescar robalo, tainha e curumatã, hoje praticamente desapareceram. Tem dia que esse bagre fica até sobre o capim. “Parece uma cobra”, disse um velho pescador. 
O líder comunitário, Jorge Cancela argumenta: “Por um lado é bom. Tem gente pescando 500 quilos do bagre em meio-dia de pescaria”, ressalta ainda, que o bagre africano não é natural do nosso rio, e teme pelo desequilíbrio ecológico. 
O bagre africano não deixa outra espécie crescer, e está se tornando um tormento em Presidente Kennedy. Informou o prefeito Aloísio Correa, que espera uma providência dos órgãos ambientais. 
“Os agricultores estão matando bagre até de porrete. Quando o rio enche os bagres invadem os pastos. A maioria da população não aprova a carne desse peixe”. Disse o prefeito Aloísio.
Fonte: Redação Maratimba.com
Por:  José Rubens Brumana

2 comentários:

Natureza e Paz disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...

Lamentável.....que saudade dos robados, piabanhas e dos piaus pescados aí !