terça-feira, 29 de setembro de 2009

Editorial-Curumim-Jul2009



                       
Ten Cel PM Gilmar Ogawa
Comandante

A destruição do meio ambiente em qualquer parte do Planeta Terra tem, via de regra, o ser humano como o principal causador. Aquele que DEUS deu a capacidade de raciocinar, a consciência de saber o que representa suas atitudes e ações e o livre arbítrio de tomar a decisão certa ou errada.
A degradação de nossa “casa” a cada dia se acumula e aos poucos vai tornando ameaçada a existência da raça humana, mas o pior é que estamos arrastando conosco as outras formas de vida deste Planeta.

As grandes cidades em sua incessante fome de crescimento vai engolindo o patrimônio inalienável que Deus cedeu ao nosso uso. Exemplos negativos brotam aos milhares, a própria ocupação irregular do solo e outras formas de desrespeito à legislação ambiental são o nascedouro em futuro não distante da desordem urbana, que também causam reflexos na segurança pública. O crime organizado a usar as favelas como sua fortaleza para dificultar a ação preventiva e repressiva da Polícia, as reintegrações de posse, as feiras de rolo, as zonas sob a influência de gangs, que impõe pelo terror a obediência de uma população que não consegue evitar a submissão, tudo isso, são alguns aspectos de que a qualidade de vida que se busca nas cidades está negativamente comprometida.
O “efeito dominó” tem sua primeira pedra tombada no núcleo familiar, onde a educação deve começar e na escola ser complementada. Ali também deve ser plantada a semente do uso racional de nossos recursos naturais. Ensinar que eles são finitos e passiveis de se tornarem escassos ou de faltarem no futuro.

O conceito de sustentabilidade, tão citados entre aqueles que labutam na área ambiental e tão pouco posto em prática pelas pessoas, especialmente as que, por sua posição na estrutura da sociedade e por dever de ofício, o deveriam fazê-lo, acabam por comprometer a estabilidade e o delicado equilíbrio do meio ambiente. Precisamos mudar a postura passiva e até omissa, se não quisermos sofrer as graves conseqüências que a própria ciência já sinaliza aos berros. Talvez essas mudanças possam ocorrer por imposição da “mãe natureza”, que pode se manifestar de forma violenta, seja pelas conseqüências do aquecimento global (secas, inundações, tornados, furações, etc.), pelos terremotos mais freqüentes, pelas pragas a dizimar nossas plantações ou por novas formas de doenças incuráveis, mas seria melhor que fosse por nossas mudanças de atitudes. Já dizia o saudoso Chico Xavier: “Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja”.

Gilmar Ogawa

Tenente Coronel Comandante

Um comentário:

Jorge Gerônimo Hipólito disse...

Ao longo da estrada de uma vida curta (mesmo que cem anos) caminho a passos lentos com o simples propósito de aproveitar a cada momento. Jamais desejei progredir desenfreadamente, pois, em decorrência, desaceleraria justamente no final do ciclo. O saber demonstra que a proliferação das espécies culmina em prejuízos próprios, bem como a terceiros. Assim, considerando que a espécie humana também pertence ao reino animal, nos resta acreditar que deixamos o racional a um segundo plano, ou seja, seremos os nossos próprios predadores e a prova mais contundente desse comportamento demonstra que a maioria caminha a passos acelerados e se esquece que não haverá tempo para se tirar proveito de toda energia empreendida.