terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dia da Árvore

A ausência de consciência ambiental não decorre da ausência de educação, mas sim de uma educação frágil com relação ao meio ambiente e isso culmina por construir a cultura de um povo. No dia 21 de setembro comemora-se o “Dia da Árvore”, nesse dia plantamos algumas aqui outras ali e assim passa-se o dia, anos, décadas, séculos, milênios etc. A vida segue seu caminho e nós no nosso dia-a-dia percebendo que nas ruas das cidades as árvores têm as suas copas podadas, algumas atendendo a um padrão técnico enquanto outras totalmente mutiladas. Nós ouvimos também muitas reclamações, onde alguns reclamam das folhas que sujam as calçadas, ou dos passarinhos que utilizam as árvores para o pernoite e por isso também fazem sujeira. Inacreditável, mas, eu já ouvi pessoas reclamando que o Sabiá Laranjeira, assim como o Bem-te-vi e o João-de-barro cantam muito cedo e atrapalham a melhor hora para se dormir. Há vezes em que vizinhos reclamam das folhas das árvores dos vizinhos, no entanto, na hora do sol quente a sombra dela protege o carro do adjacente.

Nas muitas cidades desse Brasil afora, os secretários de meio ambiente afirmam que os munícipes arborizam as ruas de forma irregular, ou seja, plantam árvores (espécies) impróprias para o local. Ás vezes plantam o Ipê, Sibipuruna, Cedro e até Castanheira sob a rede elétrica. Ao município cumpre dar o suporte, bem como as mudas. Concordam? Infelizmente, na maioria das cidades brasileiras não existe planejamento de arborização. São José do Rio Preto, por exemplo, é uma cidade com mais de 400.000 habitantes, esses sofrem por causa da alta temperatura e do mormaço. Por conta disso a cidade também é campeã quanto ao número de piscinas. Talvez, seja a cidade que mais consome água do aqüífero guarani.

Considerando o acima exposto, nos resta imaginar que no Brasil, não há um bom gerenciamento, ou seja, empurra-se com a barriga. Ao longo do tempo assistimos a sucessivas palestras sobre preservação ambiental e sempre focando as árvores, porém, de quando em quando, as estatísticas mostram que a cobertura florestal vem se reduzindo ano após ano. Talvez, a política ambiental que se exerce no nosso país impeça o equilíbrio da vida, pois o que conta é a ascensão pessoal.

Por isso refletimos assim:

Árvores! Ora árvores!

Leis! Ora leis!

Meio ambiente! Ora meio ambiente!

Concluindo, na hipótese de as secretarias municipais de meio ambiente contar com um secretário capaz de bem gerenciar a pasta, esse, necessariamente, não precisaria ser substituído de quatro em quatro anos. Por quê? Ora, por que para uma boa gestão, às vezes se faz necessário um tempo maior. Talvez, o que atrapalha é esse troca-troca que busca atender a demanda, essa, imposta por conta da fidelidade político partidária. Por favor, não confundam, eu disse sobre a continuidade dos bons secretários de meio ambiente o que não alcança prefeitos governadores e presidentes. Ok?

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