quarta-feira, 1 de julho de 2009

SÃO PAULO, ÁGUAS E PEIXES


O Brasil, a partir da sétima década do século XX alavancou o desenvolvimento via geração de energia elétrica. Esse grande passo se deu com a construção de barragens. Essas possibilitaram o represamento de importantes rios, principalmente, na região sudeste. Infelizmente, na época, não havia preocupação relevante quanto à preservação do meio ambiente. (eu não estou procurando culpados) Entretanto, se tivesse havido com certeza a nossa realidade ambiental poderia ser diferente. Por exemplo, ao sobrevoar reservatórios, você poderá observar que não existem matas ciliares. Ocorre que essas, originariamente, se localizavam junto às margens dos rios. Com a extinção das matas ciliares e com a impossibilidade do fenômeno da piracema de roldão foi se extinguindo também os peixes nativos. Hoje, os pescadores profissionais apenas subsistem, pois a quantidade de peixes que se captura diariamente é pequena se levar em conta o que se capturava no passado. Mas, eu ainda acredito que nem tudo pode ser tão ruim e que ainda existe luz para iluminar nossos caminhos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no dia 26 de junho pp em Itajaí (SC), a lei que cria o Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA), em substituição à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap). E sancionará também uma nova Lei da Pesca. A partir dessas medidas, nos resta acreditar que haverá publicidade quanto aos recursos financeiros (incentivo) que serão destinados aos pescadores. Possivelmente, eles possam se tornar aqüicultores, ou seja, produzirão e comercializarão o seu próprio pescado. Por conseguinte, poderá ocorrer o aumento de peixes nos trechos dos rios não represados e, talvez, até nos trechos represados. Portanto, vale lembrar que aumentar os peixes nos rios e nos reservatórios alavancará também o turismo. Não podemos esquecer que a maioria dos brasileiros gosta de futebol e também de uma boa pescaria. Empreender na produção de peixes melhora a qualidade de vida dos pescadores, das indústrias de tanques-redes, ração, embarcação, motores de popa, frigoríficos etc. De carona provoca a construção de hotéis, pousadas, transportes, enfim, gera número incomensurável de empregos. Notem que mesmo sem querer haverá integração e interdependência entre os Ministérios da Pesca, Turismo e Meio Ambiente. Por quê? Ora, porque quando se preserva os recursos naturais tudo dá certo. Concordam comigo, sim ou não? Pois bem, nesse caso aproveitem o espaço e opinem sobre a reflexão.

Um comentário:

Anônimo disse...

É meu amigo Jorge, eu ainda acho que a população aprende mais pela dor do que pelo amor. Por exemplo: A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está estudando uma ampla reestruturação do sistema de tarifas de energia elétrica do País. Uma das ideias em pauta é estimular, pelo bolso, uma mudança de hábitos dos consumidores, visando um uso mais eficiente da energia. A agência analisa a hipótese de fazer as distribuidoras cobrarem, dos clientes residenciais, tarifas diferenciadas de acordo com o horário, como acontece hoje com a telefonia.
A Aneel estuda é a possibilidade de a energia gasta em um banho, por exemplo, ser mais barata se o consumidor ligar seu chuveiro fora do chamado horário de pico: entre o fim da tarde e o começo da noite, que é quando a maioria das pessoas chega em casa do trabalho.
Os consumidores sempre respondem ao sinal do preço.
Algo semelhante também deveria ser proposto quanto ao uso dos bens semoventes, não acha?
S Soldan