quarta-feira, 3 de junho de 2009

O DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE




05 de junho de 2.009, mais uma vez se comemora “O DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE” e eu devo reconhecer que, às vezes, me comporto de modo crítico com relação ao comportamento da sociedade. Mas isso decorre da inexistência de consciência ambiental por parte de alguns que se apresentam e inclusive defendem o meio ambiente.

Na imagem, vocês poderão observar que a “consciência” flui pelo tudo de PVC. Esse, oriundo de um rancho cravado na APP de um rio. Obviamente, não declinarei o nome do rio e nem mesmo dos proprietários do rancho, vez que não tenho a intenção de provocar nenhum dano. Na verdade, a minha intenção é mostrar que as pessoas trabalham muito para melhorar a qualidade de vida e, por conseguinte, têm o direito de também usufruir de conforto e lazer. Entretanto, fica incoerente lançar nas águas límpidas, os resíduos fétidos, esses, produzidos pelos ocupantes do rancho.

Às vezes penso: como nos sentiríamos se os peixes depositassem seus resíduos na nossa alimentação? Agora, o que mais me aborrece é o movimento pro - meio ambiente, por exemplo, nessa primeira semana de junho se repetirá tudo o que foi dito no ano passado, mas, infelizmente na prática pouco ou nada fizeram.

Atualmente, ambientalistas dão ênfase sobre a devastação da mata atlântica e inclusive parece que estão desenvolvendo projetos no sentido de recuperá-la. Importante observar que as pessoas que elaboram projetos devem ganhar por isso e pelo que se sabe o custo não é baixo, porém, quem garante que os projetos serão efetivamente executados.

Pois é, meus amigos, no Brasil o que não falta são projetos e projetistas. Enquanto isso... a mata atlântica vai de roldão. Vocês sabiam que a simples iniciativa de isolar área já possibilitaria recuperar as matas? Sim, uma vez que as sementes se encontram na própria terra, ou quando não, são transportadas pelas aves, vento etc. Portanto, aproveito para sugerir, ou seja, aquela propriedade rural, onde não há Reserva legal, poderia tê-la, para isso bastaria isolar área correspondente, pois a natureza se encarregaria de recuperá-la.

Seria mais ou menos assim: de início teríamos plantas invasoras, essas se trasnformariam em pasto sujo. Esse, com o tempo alcançaria o estágio de campo sujo e depois capoeira em estágio inicial de regeneração. Mais adiante, a capoeira se transformaria em capoeirão, isto é, um maciço florestal composto por espécies pioneiras, secundárias e clímax.

Agora, o mais importante nesse ambiente recuperado seria a recuperação também da fauna e do enriquecimento do lençol freático. Isso, isso mesmo, o lençol que abastece os rios, esses, iguaiszinhos ao da imagem constante dessa postagem. Vale lembrar, os ranchos se encontram encravados nas margens dos rios. As margens pertencem ao município, ao estado e ambos se encontram sob o poder da mesma legislação. Quando se aplica a lei também se educa. Vocês concordam?

Grande abraço a todos na esperança de que consigamos provar a nós mesmos a capacidade de adquirir consciência e, assim, preservar a vida.

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