sábado, 28 de março de 2009

Sugestão: Captar Água de Chuva

O governo do Brasil prepara pacote habitacional, onde será construído um milhão de casas. Não restam dúvidas de que a idéia é relevante, principalmente, se levar em conta o déficit habitacional. Por outro lado, surge preocupação, ou seja, até 2010 teremos mais um milhão de mutuários. Esses terão assinado contrato que deverá ser cumprido no máximo em até vinte anos. Resta saber: esses mutuários terão emprego e renda suficiente e que lhes permitirá honrar tal compromisso.
Não seria mais relevante ao governo e a população envidar esforços na geração de emprego e na melhoria de salários, pois dessa forma as pessoas que ainda não tem casa própria poderiam adquirir terrenos, onde a seu modo e a seu gosto construiriam suas casas. Eu tenho enorme preocupação com a descentralização das metrópoles e megalópoles pelo fato de que os problemas relacionados com o meio ambiente têm as mesmas dimensões. Isso significa ausência de qualidade de vida. No futuro por melhor que possam ser os governos dificilmente haverá eficácia na solução dos problemas, por exemplo, água. Pois bem, considerando que o governo vá mesmo construir um milhão de casas vamos aproveitar o momento para apresentar sugestão. Senão vejamos.
Imaginemos que uma casa esteja adaptada para captar um mil litros de água pluvial.
Mil casas captariam a cada chuva um milhão de litros.
Um milhão de casas captaria um bilhão de litros.
Admitindo a hipótese de 10 chuvas/ano, esse número subiria para dez bilhões de litros.
Considerando o exemplo acima podemos entender que nessa circunstância haveria enorme economia por parte dos mutuários, uma vez que o sistema de captação possibilitaria redução do consumo de água fornecido pelo DAE. Ao mesmo tempo haveria economia por parte do DAE, pois esse, automaticamente, reduziria gastos com energia elétrica e produtos químicos utilizados no tratamento de água e esgoto. Outro ponto positivo no contexto seria a redução das enchentes, essas estão se tornando comuns no dia-a-dia das grandes cidades.

Imprescindível seria aos engenheiros e arquitetos optarem por casa com fachadas diversificadas. Por quê? Ora, mormente e popularmente, algumas pessoas que não residem nos conjuntos habitacionais (populares) os denominam como se fossem pombais. Isso, na minha opinião ridiculariza os mutuários. Importante lembrar, eles são por força da injusta distribuição de renda desse nosso Brasil. As pessoas têm o direito de serem felizes e morar bem faz parte do contexto. Infelizmente, eu acredito que nossos governos não serão capazes de empreender conforme minha sugestão. Entretanto, como a esperança morre junto com os sonhos, eu continuarei sonhando e com muita esperança.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bom Jorge. Parabéns pelo blog.
Um dia eu ouvi um "antigão" com quem aprendi muito dizer: "há os que aprendem pelo amor e também existem os que aprendem pela dor". Em que pese ser notório um pequeno avanço na conscientização de preservação, é sabido que essa consciência foi pela falta, pela escassez de alguns recursos naturais. Devido às dificuldades cada vez maiores na produção e captação, esses recursos estão se tornando mais custosos e portanto sentidos nos bolsos. Embora não são todos, mas antigamente, não tínhamos alguns cuidados na construção das casas, com as lâmpadas acessas, com a torneira pingando, com o consumo do carro, com a lata e o vidro que vai pro lixo...
Soldan.