segunda-feira, 23 de março de 2009

Preservando a Nascente do Amor


Nós, seres humanos, somos espontaneamente racionais e competitivos, talvez por isso a heterogeneidade social. Alguns conseguem “sucesso’ não importa o custo, outros conseguem fracasso, talvez, decorrente do sucesso de alguns. E assim, “evoluímos. Nesse processo evolutivo, alguns concretamente acreditam que são os donos do mundo. Por exemplo, ao observar a imagem acima vem a nossa mente à idéia de que algo errado ali ocorreu. Essa presunção se deve ao fato de que sabemos distinguir o certo e o errado. Todos sabem da importância do agronegócio, aliás, nós, brasileiros, nesse sentido somos privilegiados e não restam dúvidas de que devemos parabenizar nossos empreendedores, haja vista, o esforço empreendido. Ao mesmo tempo nos sentimos frustrados por força da incoerência, pois, paralelamente ao sucesso, se torna inconcebível acreditar que nossos sitiantes e fazendeiros têm o conhecimento, mas não a consciência da premente necessidade de se preservar a água.

Em 22 de março se comemora o dia internacional da água. Comemoramos? Não! Essa comemoração pode ser considerada uma incomensurável hipocrisia, ou seja, do mesmo tamanho da nossa voluntária inconsciência com relação à vida. Infelizmente, a lei não consegue provocar efeito educativo e, pelo que se vê, não iremos aprender por força do amor e muito menos pela dor. Ao longo do tempo a imprensa noticia inúmeras irregularidades ambientais, às vezes com essas manchetes: no ano que passou foi desmatada área equivalente a centenas de campos de futebol; repórteres apresentam matéria sobre o leito do rio que secou; montanha desmorona e soterra inúmeras residências; famílias se abrigam nos galpões das escolas; centenas de casas foram inundadas por força da enchente e o serviço de meteorologia prevê a continuidade das chuvas. Todos os anos a mesma coisa. Em tempo: a defesa civil sempre aparece para socorrer as vítimas. Nesse caso, o ideal não seria prevenir e evitar as catástrofes?

Bem, na verdade acredito que a sociedade em geral passa por uma fase de transição, onde o caos será inevitável. Às vezes fico refletindo sobre a possibilidade de se evoluir sustentavelmente. Mas, reconheço ser muito difícil, vez que é impossível educar as pessoas, principalmente aquelas que detêm o poder. Eu presumo que nós, humanos, somos sorumbáticos e estúpidos, pois não sabemos interagir e assim solucionar nossos problemas. A não preservação do meio ambiente transformará as pessoas e essas serão infelizes. A imagem no início da minha reflexão mostra que não somos capazes de preservar nem mesmo um olho d’água, onde o lençol freático se aflora.
Concluindo, eu penso que se for para ocorrer mudança de comportamento, o primeiro passo será envidar esforço no sentido de se preservar a mais extraordinária das nascentes, essa que se encontra bem no centro de nosso peito e que conhecemos por coração. Destarte, a não preservação dessa nascente implica na não preservação de nenhuma outra.

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