quarta-feira, 18 de março de 2009

Equilibrando o Desequilíbrio

Foto: EvandroRocha.com.br


O homem ao se desenvolver explora os recursos naturais. Dentre esses podemos apontar á água, o solo, a flora e a fauna. Inicialmente, o desenvolvimento decorre da demanda por alimentos, no entanto, nos parece que o céu é o limite e que houve mudança de foco, ou seja, agora, a demanda é pelo capital. A supressão de vegetação “maciços arbóreos” se constitui no principal fator de exploração. Depois de suprimida se abre espaço para o desenvolvimento da pecuária, agricultura etc. Nessas atividades procuram utilizar o maior espaço possível, onde os empreendedores não se importam se, de repente, alcançam as margens dos rios. Considerando que o homem é o único ser racional e considerando os problemas ambientais da realidade atual tudo leva a crer que, propositadamente, o homem esqueceu a sua (racional) peculiaridade. Senão, vejamos.
Hoje, por exemplo, em São José do Rio Preto, humanos e animais tentam conviver num mesmo espaço, isto é, urbano. Os animais migraram rio acima ou rio abaixo e instintivamente optaram por ficar na cidade. Os animais são de espécies diversas os quais podemos também considerar como sendo refugiados ambientais. No ambiente rural já não há florestas, mas poderia haver se o homem tivesse obediência às leis.
Quando da desobediência, a corporação fiscalizadora toma providências, mas infelizmente, no final do trâmite processual, o infrator tem o privilégio da pena a ele cominada, ou seja, a aplicação da lei não consegue alcançar o efeito educativo. A continuar do jeito que está, no futuro, não haverá florestas, os animais silvestres estarão extintos, os rios estarão secos, não haverá alimentos e muito menos dinheiro. O limite não pode ser o céu, uma vez que o homem ambientalmente precisa ter os pés no chão. Para ser feliz não se precisa muito, bastaria um pouquinho só de amor no coração.
Você sabia que aqui no Brasil quando a sociedade começa a fazer pressão os administradores alteram a legislação? Agora, por exemplo, em março de 2.009, a imprensa publicou nota, onde informa que o Ministro da Agricultura Ronald Stephanes disse ser favorável a não supressão das áreas de preservação permanente (matas ciliares) em compensação aos desmatamentos ocorridos nas áreas de Reserva legal. Isso decorre de uma propositura que tem como objetivo a alteração do Código Ambiental Brasileiro. Essa alteração ocorrerá, simplesmente, para atender as necessidades dos empreendedores do agronegócio.
Concluindo, eu posso afirmar que a única providência a ser tomada por cidadãos comuns é a de se manifestar, uma vez que a Constituição Federal, ainda nos permite expressar o que sentimos. “Não sei até quando”. A nossa manifestação não vai dar em nada, pois contra a força (políticos) não há resistência, mas, o mais importante será levar em conta que o nosso silêncio caracterizaria a omissão com relação à perpetuação e manutenção da vida com qualidade.

2 comentários:

Elsa disse...

Ola JORGE fico muito feliz em saber que ainda tem pessoas como vc que preocupam se com a natureza,deveriamos todos os seres vivente ter esta mentalidade,mas parece que nos Brasileiros não sabemos lutar nem pelos nossos proprios direitos,obrigada por vc existir!!!! não desista precisamos de vc!!!!!!!!!!.
Que DEUS te ilumine e lhe muita força para lutar por uma natureza mais perfeita.
Penso que estou colaborando de alguma forma,uso toda a agua que lavo roupa na maquina para lavar quintal,molhar plantas, cultivo plantas e arvores no meu quintal,poucas na verdade mas tenho!!!espero um dia poder ver ser lei captar e armazenar agua da chuva para usarmos em descarga no vaso sanitario,lavar quintal,molhar plantas,lavar carros, e muitas outras utilidades que achariamos para esta agua!!!.
Parabens pela sua iniciativa!!!!!.

Um abraço com muito carinho e respeito!!!!.

Elsa Pipoli

Jorge Gerônimo Hipólito disse...

Elsa, eu não tenho dúvidas sobre a sua motivação em preservar a natureza, por exemplo, você faz reuso da água e mantêm árvores no quintal da sua casa. Assim, você cria um ambiente agradável. Obs.: com árvores frutíferas ficaria melhor ainda. Quanto à utilização das águas das chuvas prometo postar artigo sobre. A educação ambiental busca mudar comportamento apenas para que tenhamos qualidade de vida. Muito obrigado por ter interagido.

Grande abraço.