sábado, 18 de abril de 2015

Porte de Armas - por Gerhard Erich Boehme.

Este é um debate necessário, pois o que motivou o "estatuto do desarmamento" e as ações do governo do PT foram as mesmas que foram colocadas em curso na Venezuela, Cuba e na Alemanha dos anos 30.

“O controle das armas com a população não tem como objetivo o controle das armas, mas sim o controle da população” (Gerhard Erich Boehme)

O uso de armas requer que alguns requisitos sejam preenchidos:

1. competência.
2.  segurança.
3. rastreabilidade. 

A competência, assim entendo eu, de forma genérica é a soma de quatro palavrinhas: (1) educação, a educação formal, obtidas através de entidades supervisionadas pelas secretarias municipais e estaduais de educação, e no nível superior pelo MEC - Ministério da Educação. (2) formação, e esta é a soma de várias ações necessárias, como treinamentos, estágios, visitas técnicas, on-the-job training, congressos, seminários, encontros, painéis, etc., (3) habilidade (saber-fazer e saber-ser) e (4) experiência. E a experiência está principalmente no exercício prático em clubes de tiro ou academias de tiro. 

Na educação temos a competência para ler e interpretar manuais, legislação e regras. A habilidade, assim como é feito para conduzirmos um veículo, deve ser avaliada para se fazer uso de uma arma, de preferencia por uma associação nacional, sem vínculo ou cartel ligado ao Estado.

Segurança, exige que a arma seja manuseada em condições especiais, mantida e armazenada em embalagens especiais, como maletas com sistema de segurança e atenda requisitos como a atmosfera sem umidade, com o uso de adsorvedores, também chamadas de peneiras moleculares, onde a sílica-gel se destaca como a mais conhecida, por reter a umidade do ar por adsorção física, não por absorção. É um processo físico, pelo qual as moléculas de água ficam retidas na superfície dos poros do dessecante ou adsorvedor e não entre em contato com os componentes da arma ou munição acelerando o processo de oxidação.

Rastreabilidade, onde a arma é produzida com itens de rastreabilidade mais eficazes que uma simples punção, cujos registros nem sempre podem ser revelados pelos peritos criminais quando "raspado". A nano tecnologia está presente para nos auxiliar, assim como outros meios de rastreabilidade. a rastreabilidade deve ser do fabricante ou importador, passa pelo comerciante e chega ao proprietário, onde o registro deve ser feito de forma simples e sem custos indevidos.


Em vez de tributar as armas, o Estado deve obrigar que a competência seja avaliada, em especial a habilidade, onde entendo que fatores psicológicos estão presentes e devem ser avaliados. Assim como que clubes de tiro sejam criados para que os proprietários possam lá deixar as armas para futuros treinamentos práticos, até que tenham o porte e confirmada a habilidade.

Fonte:
 Gerhard Erich Boehme 

quarta-feira, 8 de abril de 2015

PAIS EXIGENTES, FILHOS AMOROSOS

Muitos pais, hoje em dia, dão de tudo aos filhos; inclusive, liberdade desmedida. Aceitam, complacentemente, os erros de seus rebentos, por medo de puní-los? Sim, responde a maioria das pessoas. Ouve-se ainda que, em razão da atual educação permissiva familiar, menores de idade desrespeitam professores, badernam, usam drogas, praticam crimes e até agridem os próprios pais.
De fato, se compararmos a maneira como agora se educa com aquela de 40 ou 50 anos, há mesmo uma grande diferença.
Antigamente, bastava um olhar dos pais. O rigor educacional, daquela época, produzia meninos e meninas trabalhadores, obedientes, que jamais levantavam a voz ao professor, nem causavam prejuízos aos outros. Sem dizer que era bem pequena a taxa de criminalidade entre adolescentes. Disse-me, certa vez, um senhor de 76 anos, com acurado acerto: "Doutor! Se um filho não respeita o pai ou a mãe, quem ele irá respeitar fora de casa?"
No passado, cumpria-se a lei brasileira. Isso porque o Código Civil estabelecia e ainda estabelece: "os pais devem exigir dos filhos, menores de 18 anos, obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição". Leia-se, com atenção, as palavras da lei, que impõe aos pais o "dever" de "exigir" dos filhos menores "obediência" e "respeito". Ou seja, para a lei, o amor de um pai e de uma mãe ao seu filho ou filha, necessariamente, passa pela exigência, cobrança, vigilância e, eventualmente, punição.
Se alguns educadores atuais são contrários ao rigorismo de pais, com o argumento de que tudo ou quase tudo se resolve em diálogo, é bom deixar claro que a lei brasileira é taxativa: numa relação entre pais e filhos não há igualdade. Isso não significa, óbvio, que o diálogo está proibido. Para a lei, os pais são obrigados a mandar e os filhos, a obedecer. Repita-se: para a lei brasileira, entre pais e filhos, deve-se impor a hierarquia, que, obviamente, nada diz respeito a agressões físicas ou verbais, aliás, qualquer tipo de excesso de pais contra filhos.
Como bem aponta o jornalista Carlos Alberto Di Franco, "a omissão da família está se traduzindo no assustador aumento da delinquência infanto-juvenil e no comprometimento, talvez irreversível, de parcelas significativas da nova geração. Uma legião de desajustados, crescida à sombra do dogma da educação não-traumatizante, está mostrando a sua face antissocial. É preciso pôr o dedo na chaga e identificar a relação que existe entre o medo de punir e os seus efeitos antissociais".
Enfim, como dizem os "antigos", que o filho chore hoje para o pai não chorar amanhã. Até porque o amor exigente dos pais, além de estar totalmente de acordo com a lei, gera filhos obedientes e amorosos com os próprios pais, sem falar nos benefícios públicos de uma educação familiar rigorosa. É isso que nos ensina a experiência humana que, no direito civil, passa de 2.000 anos.
- Evandro Pelarin - 
Fonte: Facebook - Evandro Pelarin

terça-feira, 3 de março de 2015

As nuvens favorecem o desmatamento da Amazônia?

Eu, na condição de simpático à preservação das florestas fico inconformado. Ora, se o DETER/INPE detecta os desmatamentos em tempo real, o que impede o policiamento de fazer o mesmo? A impressão que fica, é aquela em que a lei não deve ser aplicada em tempo real. Vocês concordam que se houvesse um pouquinho só de esforço, o desmatamento não atingiria 219 km²? Por último, os desmatadores estariam também utilizando imagens de satélites? Sim, talvez no período em que as nuvens impedem os satélites, ao mesmo tempo - "in tese" - liberariam as atividades. 
Sugestão: aeronaves da aeronáutica e do exército quando voando próximas das florestas poderiam prestar serviços ao IBAMA?
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