sábado, 2 de junho de 2018

A Petrobras, o Governo e o Povo

Presidente Michel Temer​, se Vossa Excelência e seus auxiliares não conseguem solucionar a crise, o ideal não seria a renúncia? Sim, pois pelo que se vê a equipe de governo não consegue resolver a questão da Petrobras. Não há dúvidas de que a petroleira é muito importante para o Brasil, porém, o maior patrimônio é o povo trabalhador. Incrível, mas percebes que ao longo da vida somente o povo é quem paga a conta? Os políticos estão sempre com sorrisos largos, a conta corrente bufando, viagem de avião para todos os lados e nunca são alcançados pela crise, ou seja, não enfrentam dificuldades. Os trabalhadores na condição de representados, se encontram frustrados, decepcionados, amargurados e extremamente explorados. Por favor, a desistência ou renúncia poderia ser louvável. Leiam no link

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

SEM MEIO TERMO - Unânime, TRF condena Lula e autoriza prisão


A 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) confirmou nesta quarta-feira, 24, por unanimidade, a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo envolvendo o triplex do Guarujá (SP) e ampliou a pena imposta ao petista pelo juiz Sérgio Moro -
de 9 anos de seis meses para 12 anos e um mês de prisão em regime fechado.
O desembargador Leandro Paulsen, revisor da Lava Jato no Tribunal, deixou expresso, ao fim do seu voto, que a pena deve ser imediatamente executada após esgotados todos os recursos ainda possíveis no âmbito da segunda instância.
Além da repercussão criminal, que pode levar o ex-presidente da República para a cadeia, a decisão dos desembargadores impõe dura derrota ao petista no seu projeto de concorrer a novo mandato na Presidência. Com a condenação pelo colegiado, Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e ficar impedido de disputar a eleição deste ano.
Ele é líder nas pesquisas de intenção de voto. Como a 8.ª Turma também foi unânime na definição da pena, o único recurso possível são os embargos de declaração, que questionam a redação do acórdão. Isso diminui a margem de apelações, restando apenas ao petista recorrer aos tribunais superiores.
O julgamento durou pouco mais de 9 horas e foi marcado por fortes declarações dos desembargadores e do procurador Maurício Gotardo Gerum - para quem "uma tropa de choque foi criada para garantir a perpetuação de um projeto político pessoal".
A defesa de Lula voltou a alegar inocência do ex-presidente, classificou como exagerada a determinação de prisão e criticou os magistrados que condenaram Lula. "O que estamos observando agora é que o autoritarismo não veste mais o verde-oliva. Parece que passou por uma mutação cromática. O autoritarismo hoje se veste de preto", afirmou o advogado José Roberto Batochio.
Ao fazer sua própria defesa durante ato na Praça da República, em São Paulo, o ex-presidente disse ser vítima de um "pacto". "Nunca tive nenhuma ilusão. Houve pacto entre Poder Judiciário e imprensa, que resolveram que era hora de acabar com o PT", afirmou.
A decisão do TRF-4 foi recebida com atos contra e a favor do petista nas ruas de cidades brasileiras. Manifestantes contrários à condenação do ex-presidente reagiram com bloqueios de vias e estradas. A sede da TV Globo no Rio foi invadida. Já grupos anti-Lula comemoram a decisão com fogos de artifícios e Pixulecos - infláveis gigantes que retratam o petista com roupa de presidiário.
Adversários
Com exceção do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que assume o discurso antipetista e se coloca no outro extremo do debate, os demais presidenciáveis que se opõem ao PT relutam em defender uma eleição sem Lula. Provável candidato pelo PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), por exemplo, usa sempre a mesma tese de que "a lei é para todos, decisão judicial se respeita e adversário não se escolhe". Mesmo com a decisão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), o tucano não pretende, ao menos por enquanto, alterar o planejamento traçado até aqui, de se posicionar como o nome da conciliação nacional, da austeridade fiscal e, mais recentemente, como representante do "povo". (Fonte: Agência Estado)

domingo, 3 de dezembro de 2017

Balanço: "Um PM é morto a cada 5 dias no Estado de SP".

O papel está ali, colado na parede branca de mármore. "Papai, obrigada por toda a alegria que você me passou, por toda a hora que você passou ao meu lado para me proteger. E, pai, eu estou com muita saudade de você." A letra de forma da carta escrita com uma canetinha roxa já está um pouco desbotada. A menina escreveu em 2014 para o pai, o soldado Fernando Gomes Kaczmarek Correa. Ele era um policial. Um grupo de homens ouve a leitura que dela faz em voz alta o capitão Ricardo Salvi, da Polícia Militar. Todos estão no mausoléu da corporação, no Cemitério do Araçá, na zona oeste de São Paulo.
A autora da carta é filha de um dos 1.147 policiais militares assassinados desde 2001 no Estado, um efetivo equivalente a dois batalhões inteiros da corporação. É como se a cada cinco dias um policial fosse morto em São Paulo. O pai de Sophia - o soldado Correa - era patrulheiro rodoviário. Estava com um colega na Rodovia dos Imigrantes, às 3h30 do dia 14 de dezembro de 2013, quando fez sinal para um carro parar. Ao caminhar para abordá-lo, apareceu um Honda preto, que o atropelou. O motorista fugiu e, 14 quilômetros adiante, furou um bloqueio policial, na Baixada Santista.
A maioria da audiência do capitão Salvi é composta de novatos, recém-chegados à 6.ª Divisão da Corregedoria da PM, o setor responsável por prender agressores e assassinos de policiais no Estado. O ritual da leitura prossegue: "Obrigada por tudo o que você me deu, pai. Eu te amo e sempre vou te amar". Esguio, de fala pausada, o capitão é um homem habituado com essas histórias. Ele prossegue a leitura: "Eu fiz essa carta para lembrar de tudo o que a gente passou junto". A carta termina com desenhos infantis, representando o pai, a viúva, Mara, e a filha, Sophia, todos rodeados de beijos e corações em torno da frase da menina, que era seu desejo. "Feliz dia dos pais!!!"
Outras tantas cartas estão ao lado das fotos de outros tantos pais no mausoléu. Quase sempre dos chamados praças - de soldados a subtenentes -, base da hierarquia da corporação. Compõem a maioria de outro número enorme: o dos policiais feridos todos os anos. A violência que atinge os PMs fez com que 3.131 homens e mulheres fossem afastados do trabalho por terem sido atingidos por tiros ou facadas ou envolvidos em capotamento de viaturas, atropelados por bandidos ou vítimas de outros acidentes no serviço ou na folga, de 2015 até agora.
Reunido pelas Juntas Médicas da Diretoria de Saúde da corporação, esse número, ao lado do total de mortos no período computado pela Corregedoria, ajuda a traçar um retrato inédito da violência que atinge esses profissionais. Durante seis meses, o jornal 'O Estado de S. Paulo' acompanhou as histórias de policiais que enfrentaram a morte e sobreviveram e do grupo que apura ameaças, agressões e assassinatos de policiais. São casos como o do soldado Gilson Ribeiro, de 36 anos, que foi baleado quando tentava defender-se de ladrões durante a folga. "Nós somos treinados para ser super-heróis, mas na verdade não somos", disse. Ribeiro faz fisioterapia neurológica, no Centro de Reabilitação da PM. A bala que o acertou o deixou paraplégico. Era 2014. Ele trabalhava no patrulhamento das ruas.
Folga
De folga também estavam, de acordo com os números das PM, 85% dos policiais assassinados neste século no Estado. Neste ano, dos 43 PMs assassinados em São Paulo, só 3 foram mortos durante o serviço - 4,3 casos por mês, ante 4 no ano passado e 3,8 em 2015. A violência contra policiais pode ser medida ainda pelas medalhas Cruz de Sangue dadas pela PM.
Elas são de três tipos: ouro, prata e bronze. A de grau ouro é póstuma, a de prata é para casos de invalidez e a de bronze, para policiais feridos em serviço ou folga em defesa da sociedade. Criada em 1998, até hoje foram concedidas 1.145 - 291 de ouro, 63 de prata e 791 de bronze. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.