quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ilha brasileira foi fechada para visitação por ter cobras perigosíssimas cujo veneno derrete a carne humana

Imagine uma viagem para uma ilha repleta com 4.000 cobras, sendo que dentre elas está uma das serpentes mais perigosas do mundo? É a Ilha de Queimada Grande, que fica a cerca de 35 km da costa de São Paulo.
Na verdade, a ilha é tão perigosa que a visita a ela foi banida pelo governo brasileiro, apesar de já não ser muito famosa no quesito de turismo.
Essa ilha é o único lugar natural do mundo onde podemos encontrar aBothrops insularis, também chamada de Jararaca-Ilhoa, que é uma das mais perigosas por seu veneno letal. Ele é tão potente que ao entrar na circulação de uma pessoa, a mata em questão de duas horas, por provocar falência geral orgânica. Sua ação enzimática provoca a destruição e, literalmente, o derretimento da área mordida.
A espécie tem uma cor marrom misturada com dourado, cresce um comprimento médio de 70 cm, podendo atingir seu máximo de 118 cm. Ela recebe o nome também de “cabeça de lança” por conta do formato de seu crânio, característica única das cobras desse gênero. A sua taxa de mortalidade é de 7% e cai para 3% quando a pessoa é tratada a tempo. Sua dieta consiste principalmente de aves e lagartos, mas pode chegar também a fazer canibalismo com outras cobras.
A ilha é inabitada, exceto por uns poucos cientistas que possuem autorização para estudar algumas cobras. Ocasionalmente, aparecem alguns caçadores, que são conhecidos por capturar as cobras e vendê-las no mercado negro a mais de R$ 60 mil.
O curioso dessa cobra é o motivo misterioso que a fez tão mortal, já que ela não é muito diferente de suas irmãs continentais. A teoria predominante é que, há 11 mil anos, houve uma separação da ilha com o território brasileiro atual, deixando as serpentes na ilha com fontes limitadas de comida. Por isso, tinham de ser certeiras na morte de suas presas. Além disso, elas podem sobreviver até 6 meses sem alimentação.
Várias histórias giram em torno dessa assustadora ilha. Uma delas fala de um pescador que fundiu os motores de seu barco próximo de lá e foi encontrado alguns dias depois morto, cheio de mordidas de cobra dentro de seu barco. Outra conta sobre o último faroleiro que morou na ilha com a sua família e todos morreram por picadas de cobras em locais diferentes.
Ainda que bastante perigosa, a população de cobras da ilha tem sofrido uma redução nos últimos 15 anos devido à remoção de vegetação por estrangeiros e de doenças levadas por eles. Elas estão criticamente ameaçadas de extinção.


Fonte: DailyMail Foto: Reprodução / WikipédiaCommons / Taringa /

QUA, 02 DE JULHO DE 2014 10:16
PRISCILA NAYADE -

Jornal da Ciência

sábado, 12 de julho de 2014

Canela poderia ajudar contra o Parkinson, depois de cientistas encontrarem substância que pode proteger o cérebro

A canela pode ser uma arma secreta na batalha contra a doença de Parkinson. Os cientistas descobriram que essa especiaria é a fonte de uma substância química que pode proteger o cérebro.
Nosso fígado converte substâncias da canela em benzoato de sódio, um medicamento aprovado e usado no tratamento de distúrbios neuronais. Em um estudo com camundongos no Centro Médico da Universidade de Rush, em Chicago, uma equipe de pesquisadores descobriu que a substância química, em seguida, entra no cérebro, interrompe a perda de proteínas que ajudam a proteger as células, resguarda os neurônios e melhora as funções motoras.
O chefe da pesquisa, professor Kalipada Pahan, disse ao Journal of Pharmacology NeuroImmune: “A canela tem sido amplamente utilizada como tempero em todo o mundo durante séculos. Isso poderia ser uma das abordagens mais seguras para deter a progressão da doença em pacientes de Parkinson". Pahan afirma que os testes mostraram que a canela-de-ceilão é a mais efetiva no tratamento, pois é mais pura.
Ele disse que o próximo passo é testar a canela em pacientes com a doença. O estudo mostrou que, após ter sido consumida, a canela em pó é convertida e, em seguida, penetra no cérebro, paralisando os chamados Park e DJ-1, protegendo assim os neurônios, além de normalizar os níveis de neurotransmissores, melhorando a função motora. Todos estes efeitos incríveis foram observados em ratos que sofriam dessa condição.
Pahan disse: "A compreensão de como essa doença funciona é importante para o desenvolvimento de medicamentos eficazes que protegem o cérebro e interrompem a progressão do mal de Parkinson".
A doença consiste em uma progressão lenta que afeta uma pequena área de células dentro do centro do cérebro, conhecida como “substância negra”. A degeneração progressiva dessas células provoca uma redução em um neurotransmissor químico vital chamado dopamina. A sua diminuição resulta em um ou mais dos sinais clássicos de doença de Parkinson, que inclui: tremor, mesmo em repouso, de um lado do corpo; lentidão de movimentos; rigidez dos membros; e problemas de equilíbrio.
A causa da doença é desconhecida, mas tanto origens ambientais como genéticas têm sido especuladas pelos especialistas. Enquanto um em cada seis pacientes são diagnosticados antes dos 50 anos, é geralmente considerada uma doença que atinge adultos mais velhos, afetando uma em cada 100 pessoas com mais de 60 anos de idade.

Fonte: DailyMail Foto: Divulgação / DailyMail

Jornal da Ciência

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O Mar das Ilusões


Certa vez, um menino seguia com seu pai pelos caminhos que entrecortavam a fazenda onde moravam na condição de meeiros. Na verdade, a verdadeira agricultura familiar. Hum..... e isso no período do governo militar. Na medida em que caminhavam, passaram por um trecho de pastagem, onde só havia capim gordura. Você conhece capim gordura? Não! Ele tem esse nome porque é macio e se alguém lhe passa as mãos, essas ficam gordurosas. Hum..... hoje não tem mais capim gordura e, talvez, tenha sido extinto, assim como os tizius que apreciavam aquele ambiente. Você conhece tizius? 

Mais adiante, o menino e seu pai pararam de frente a uma plantação de arroz, esse, popularmente conhecido como bico preto da cana rocha. O arroz, já havia alcançado altura de mais ou menos 1.5 m, e por conta disso quase não se avistava o menino. Nesse dia ventava bastante e o vento no arrozal fazia ondas.

O pai levado por segundos de inspiração disse ao filho: “filho me disseram que o mar é desse jeito”. Como assim indagou o filho? O pai respondeu: ah, me disseram que o mar, às vezes é verde e cheio de ondas, assim, igualzinho ao nosso arroz. Os dois ficaram um bom tempo viajando na imaginação, e nesse dia, o arrozal se transformou em mar, na verdade um verdadeiro oceano. Enquanto olhavam o oceano sonhavam com um futuro promissor e, óbvio, por justiça, uma vez que eram dedicados trabalhadores.

Infelizmente, o tempo passou, a agricultura familiar acabou e a política de mercado fez-se extinguir as colônias, escolas e os coretos que ficavam bem de frente as capelas, onde havia sino de corda afixado num poste.  O pai do menino, jamais conheceu o verdadeiro mar, pois não havia como, mas, conheceu sim outro mar, ou seja, o mar das ilusões. Isso, isso mesmo, pais e filhos sempre viveram iludidos, uma vez que sempre acreditaram que o próximo governo, talvez, pudesse ser melhor.

Hoje, infelizmente, há milhares de pais e meninos que vivem próximos ao mar e ali tentam sonhar. Alguns seguem o caminho do bem enquanto outros seguem o caminho do mal. Esses últimos, normalmente, se transformam em marginais e, assim, são tratados. As margens virulentas da pobreza hereditária decorrem da ausência de compreensão daqueles que dão suporte ao imenso mar das ilusões. Por conseguinte, eu que também um dia já fui menino fico a pensar que nos mares ou rios em que vivemos, ficamos as margens, pois não nos permitem embarcar nos navios que com pujança transpõem as ondas enormes que produzem diferenças sociais. Na opinião do menino só há um jeito, qual seja, trocar os líderes que se posicionam frente à Roda do Leme e a faz girar conforme os ventos dos interesses pessoais.