quinta-feira, 28 de abril de 2016

Para evitar FRACKING sobre o Aquífero Guarani, ambientalistas impedem avanço de caminhões ‘vibradores’ para o Uruguai

            Foto: http://03442.com.ar
 
A intervenção do grupo contou com o apoio e participação da COESUS Brasil – Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade – e COESUS Argentina, além da 350.org Brasil, entidade internacional que denuncia as mudanças climáticas e luta contra o FRACKING na América Latina.
União contra o FRACKING
De acordo o Eng. Dr. Juliano Bueno do Araujo, fundador da COESUS Brasil e coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org está sendo articulada uma frente ampla contra o FRACKING na América Latina, como a presença da COESUS também no Uruguai.
Com futuras audiências públicas e manifestações no Senado e Congresso Nacional, bem como intenso programa técnico e científico junto à academia e movimento climático e ambiental do Uruguai, vamos consolidar a luta contra o fraturamento hidráulico em nosso continente”, observa Juliano.
Missión Argentina
FRACKING é a tecnologia minerária utilizada para a exploração de petróleo e gás de xisto, que se encontra no subsolo a grandes profundidades. Para fraturar a rocha e liberar o gás metano, injeta-se milhões de litros de água, areia e um coquetel com mais de 600 substâncias químicas, muitas tóxicas, cancerígenas e até radioativas. Parte desse fluído tóxico retorna para a superfície e a outra permanece no subsolo contaminando as reservas subterrâneas de água.
A diretora da 350.org Brasil e América Latina, Nicole Figueiredo de Oliveira, esteve final de semana no Uruguai para dar apoio técnico a ambientalistas. “Estamos construindo uma agenda comum que promova a união dos movimentos climáticos e anti-fracking no Uruguai, Argentina, Colômbia e Peru no enfrentamento à indústria dos combustíveis fósseis”, afirmou.
Nossa ação prevê a proteção do Aquífero Guarani, que transcende o território brasileiro e dos países vizinhos como Argentina, Uruguai e Paraguai. Defendemos o desinvestimento em fósseis e a opção mais segura pelas energias renováveis para conter as mudanças climáticas”, completa Nicole.
Testes sísmicos no Brasil
A ação de bloqueio da passagem dos caminhões ‘vibradores’ e sísmica geológica se deve ao temor dos ambientalistas de que os testes sejam um pretexto para fazer FRACKING para valer, promovendo e danos irreparáveis para o meio ambiente.
No final do ano passado, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) realizou dezenas de testes similares na região Norte do Paraná. Durante a permanência dos caminhões, moradores de várias cidades ouviram explosões, sentiram terremotos de quase 3 graus na Escala Richter e várias casas foram condenadas e interditadas pelas rachaduras.
Assessoria de Imprensa da 350.org Brasil e COESUS
in EcoDebate, 25/04/2016

Comentário: o parágrafo em destaque passa a ideia de que até o final do ano passado (2015) o Brasil não estava preocupado com o fraturamento das rochas que aninham o Aquífero Guarani. Felizmente, e ainda em tempo, alguém com seriedade e consciência ambiental está tomando providências. Obrigado! (JGH)
Obs.: grifos nossos.